Quarta-feira, 27 de maio de 2026

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Política Sem mostrar provas, Bolsonaro sugere que os próprios petistas deram tiros em ônibus

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Bolsonaro foi carregado por manifestantes dentro de aeroporto. (Foto: Reprodução)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) sugeriu, nesta quarta-feira, que os três tiros que atingiram dois ônibus da caravana do ex-presidente Lula no Paraná foram disparados pelos próprios petistas. O presidenciável foi recebido por apoiadores no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

“Foram eles que deram (os tiros)”,  disse o deputado, ao ser questionado sobre o que achava do ataque sofrido pela caravana petista, sem apresentar provas que sustentassem sua aquisição.

A mobilização começou por volta das 9h, quando cerca de 25 pessoas estavam no saguão do aeroporto. O deputado chegou pouco antes das 12h, quando já havia mais gente à sua espera, e seguiu para o carro de som sem falar com a imprensa. Nem a polícia nem os apoiadores do político divulgaram estimativa de público. A passagem do deputado pelo aeroporto teve empurra-empurra. Uma mulher chegou a cair em meio à multidão, mas levantou prontamente.

Vestindo uma faixa verde e amarela, similar à utilizada pelo presidente da República e entregue por um simpatizante, Bolsonaro discursou de cima de um carro de som.

“O Lula quis transformar o Brasil num galinheiro, agora esse crápula colhe ovos pelo Brasil todo”, disse Bolsonaro, em referência indireta a ovada que atingiu a caravana de Lula no sul do país.

Cruzado da direita

Logo após desembarcar, Bolsonaro teve uma faixa presidencial colocada em seu corpo e foi carregado nos ombros. Ele andou por aproximadamente 100 metros até chegar a um carro de som, onde discursou.
“Eles [a esquerda] não vieram para ficar. Eles vão encontrar resistência”, disse, e acrescentou: “Vão levar um cruzado da direita nas eleições de outubro”.

“Faremos valer a nossa força, da família, da Polícia Militar, do povo que trabalha e quer ver o seu país grande”, disse no discurso. O candidato também falou sobre a atuação das polícias em seu eventual governo: “Quero que a Polícia Militar e a Polícia Civil, se estiverem em defesa do povo, atirem para matar”.

“Não vou desistir do meu sonho de ajudar a pátria: no ano que vem, o Brasil terá um capitão em seu comando”, afirmou aos gritos de “mito” da plateia.

Torcida no aeroporto 

O grupo de pessoas transformou o saguão em uma espécie de estádio do futebol, com gritos de ordem contra o Supremo Tribunal Federal, contra Lula e de apoio ao juiz federal Sérgio Moro. “Ele [Bolsonaro] mobiliza muitas pessoas. Espero que as pessoas possam conhecer ele de verdade, pois ele é uma das últimas esperanças para o nosso país”, afirmou o empresário Ertile Angelo Pasinato, de 39 anos.

Vestido com uma camiseta da seleção brasileira, o militar aposentado Paulo Germano Lise, 75 anos, conta ter servido como capitão do exército em parceria com Bolsonaro. “Ele é a principal esperança para o Brasil, pela sua honestidade. Tudo que ele tem veio por esforço próprio”, afirmou.

Nesta quinta-feira, Bolsonaro volta a capital paranaense para um almoço de bate-papo em um restaurante da capital, cuja participação custa R$ 45 para os interessados.

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