Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

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Celebridades “Sem opinião contrária, você vira um imbecil”, diz Antonio Fagundes

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Fagundes disse que namorou Aracy quando ele tinha 19 anos de idade e ela 28. (Foto: Reginaldo Teixeira/TV Globo)

“A gente precisa olhar para o outro, ouvir o outro. Sem o outro, você não existe. Sem opinião contrária, você vira um imbecil. Se você for se relacionar só com pessoas que pensam igual a você, você vira um imbecil”. Assim Antonio Fagundes falou sobre os riscos da polarização vigente no País, durante o evento de lançamento de “Bom Sucesso”, próxima novela das 19h da TV Globo, no Rio.

De Rosane Svartman e Paulo Halm, a história aborda a amizade entre duas figuras que certamente não se encontrariam na vida, pois vivem em bolhas muito distintas, mas são levadas ao convívio após uma troca de exames clínicos entre eles. Os personagens são justamente o de Fagundes e o de Grazi Massafera.

Parceria

Ao lado da mulher, Alexandra Martins, com quem está há 12 anos, e que também está na trama, Fagundes afirma que sempre se relacionou bem com a possibilidade da finitude. “Costumo brincar que sempre tive a nostalgia da velhice. Queria ser velho quando era moço, comecei fazendo velho no teatro. Sempre tive fascínio pela velhice. Você só não vai ficar velho se morrer jovem. Então a velhice e a morte estão ligadas, você tem que encarar. Venho me preparando. Claro que a coisa muda, você não sobe mais a escada de três em três degraus, mas estou subindo de dois e dois ainda”, brincou. E se tal qual Alberto faltassem apenas seis meses de vida, o que o ator faria? “Não mudaria nada. Viveria intensamente meus dias, como já faço”, garantiu.

Apesar do tema, o ator tem cuidado para não falar do folhetim com uma seriedade exagerada. “Novela não é para fazer ninguém refletir, é entretenimento, para divertir. E essa também é uma novela muito divertida. Lá embaixo vem uma reflexão e se alguém quiser se basear nisso para pensar na sua vida, ótimo, é lucro”.

Pensando na amizade de Alberto e Paloma na trama, e da transformação em suas vidas a partir deste encontro, Fagundes faz uma comparação com as relações atuais. “Todas as relações podem deixar algo. Meu personagem se abre para a vida. Na contramão do que estamos vivendo agora, em que as pessoas se fecham, não querem ouvir opiniões contrárias, não querem trocar, não respeitam o outro. Isso é a morte em vida. Enquanto as pessoas não perceberem isso, não serão felizes”.

Voltado para a trama, ele aproveita para exaltar a parceria com Grazi Massafera. “Ela está no seu momento perfeito como atriz. Com um conhecimento ótimo da profissão, é uma graça de pessoa. É muito bom trocar com ela, porque tem um olhar generoso sobre o personagem dela e sobre os outros também”, disse Fagundes, que também comenta sobre a diversidade representada na novela. “É importante para o povo brasileiro se ver representado ali. A população negra, as mulheres, os outros gêneros. E bom saber que estamos dando para essas pessoas o espelho que gostariam de ter”.

Com fôlego de sobra, o ator não tem planos de se aposentar: “Enquanto tiver fôlego, vou estar em cena. Mesmo no teatro, que exige mais de você. Ainda estou dando no couro. Tem muitos papéis que quero fazer, não sei se vai ter vida para isso tudo”, disse. E o que é bom no sucesso para o ator? “Continuar trabalhando, fazendo coisas e saber que as pessoas vão assistir”.

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