Sábado, 03 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Senado votará, no mês que vem, proposta de emenda à Constituição que limita decisões do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo

Compartilhe esta notícia:

“Espero que os deputados aprovem a PEC 8 pensando no bem do Brasil. Nós, os brasileiros, merecemos ter um único STF. Onze Supremos ninguém aguenta mais”, diz Oriovisto. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O Senado votará a proposta de emenda à Constituição (PEC) que limita o alcance de decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) na semana de 8 de novembro, afirmou nessa quinta-feira (19) o autor da proposta, Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), ao sair de reunião de líderes da Casa.

Antes da votação no plenário, o Senado fez, nessa quinta, uma sessão de debate temático sobre a PEC 8 de 2021. A Casa vai cumprir a norma regimental que determina um intervalo de cinco sessões para discutir o texto.

Com anuência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e de Davi Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta foi aprovada na CCJ depois que o Supremo pautou julgamentos de temas que grande parte dos senadores considera invasão de competência do Legislativo, como a descriminalização de drogas, as hipóteses para o aborto legal e o piso nacional do salário para a enfermagem.

O texto de Oriovisto proíbe decisões individuais em tribunais superiores que suspendam a eficácia de uma lei ou de atos dos presidentes da República, do Senado, da Câmara ou do Congresso.

A PEC também estabelece um prazo de seis meses prorrogável por mais quatro meses para a concessão de pedido de vista por um ministro Segundo o autor da PEC, não haverá calendário especial já que a proposta será votada em dois turnos com as sessões de discussão entre eles. O texto tem o senador Esperidião Amin (PP-SC) como relator.

Já o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), declarou que a prioridade serão os projetos da equipe econômica que aumentam a arrecadação, a exemplo da taxação dos fundos em paraísos fiscais. Ele ressaltou ainda a votação da reforma tributária (PEC 45/2019).

Em 2019, o plenário do Senado rejeitou uma PEC com o mesmo conteúdo. Propostas desse tipo precisam de 49 votos favoráveis no Senado, em dois turnos – o texto naquele momento só recebeu 38 votos “sim” e foi arquivado.

O projeto define que pedidos de vista (tempo extra para análise) em tribunais devem ser coletivos e limitados a seis meses, podendo ser renovados por mais três. Após o prazo, o processo seria incluído automaticamente na pauta de votações.

A PEC também proíbe decisões monocráticas (de um único ministro) que tenham como efeito:

* suspender leis ou atos normativos que atinjam a coletividade;

* suspender atos do presidente da República ou dos presidentes da Câmara, do Senado e do Congresso.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Netflix deixará de oferecer pacote básico no Brasil
Em busca de pacificação, presidente do Supremo se reúne com líder da bancada ruralista do Congresso
Pode te interessar