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Brasil O governo adia a votação da reforma trabalhista para evitar derrota

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Votação foi transferida para terça-feira. (Foto: Agência Brasil)

O relator do projeto de lei da reforma trabalhista, senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), disse que a matéria deve estar pronta para ser votada pelo plenário do Senado na primeira semana de julho, antes do recesso parlamentar que tem início previsto para 17 de julho. Após acordo com a oposição, a votação da proposta na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) foi transferida para a próxima terça-feira.

A previsão inicial da base aliada do governo era que a matéria fosse votada em plenário até 15 de junho, mas houve atraso no calendário já que várias atividades no Congresso foram paralisadas na semana passada, após a divulgação dos conteúdos das delações premiadas da JBS. De acordo com o novo cronograma apresentado, na próxima terça-feira haverá a votação na CAE e na quarta-feira o tucano apresenta o parecer na CAS (Comissão de Assuntos Sociais). Em seguida, será dada vista coletiva aos membros do colegiado. Com isso, a votação do parecer na CAS ocorreria na quarta-feira seguinte (14).

“A partir daí, é Comissão de [Constituição] Justiça e plenário”, disse Ferraço. “Imagino que entre duas ou três semanas tenhamos todas as condições de estar com esse projeto sendo votado no plenário do senado”, completou o tucano.

Pelo novo calendário, a votação da reforma trabalhista na CAE vai coincidir com o início do julgamento, pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), da ação do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, marcada para o dia 6. Para Ferraço, isso não deve atrapalhar a análise da reforma pelos senadores. “São problemas diferentes. O TSE, naturalmente, está cuidando da agenda dele e precisamos cuidar da nossa agenda”, disse.

O tucano ainda descartou a possibilidade de apresentação de pedido de urgência, o que faria com que a análise da reforma seguisse diretamente para o plenário, sem passar pelas comissões.

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