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Esporte Será que é o fim das grandes contratações? Clubes europeus priorizam empréstimos de jogadores por causa da pandemia

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Entidade quer consultar federações sobre o polêmico projeto. (Foto: Divulgação)

Diferentemente do que aconteceu nos anos anteriores, o mercado da bola está frio na Europa. Isso em decorrência dos reveses econômicos oriundos da pandemia do coronavírus no futebol. Em vez de grandes contratações, os clubes europeus optaram pelo empréstimo de jogadores. Foram os casos de Moussa Dembelé, do Lyon, repassado ao Atlético de Madrid; de Martin Odegaard, do Real Madrid, que agora está no Arsenal; e de Luka Jovic, também do clube merengue, que foi parar no alemão Eintracht Frankfurt.

“O baixo número de movimentações não é normal”, explica o diretor esportivo do Marselha, Pablo Longoria, à agência de notícias AFP. “É uma mudança drástica da situação”, acrescentou Raffaele Poli, chefe do observatório de futebol do CIES, em Neuchatel, Suíça. De acordo com a Fifa, 2020 registrou a primeira queda no mercado de transferências internacionais em uma década. Os clubes, privados da renda dos ingressos, viram os valores recebidos pelos direitos televisivos e as receitas comerciais diminuírem. “Não é hora de investir dinheiro que você não tem”, disse Poli.

Para o futebol europeu, “o cenário base (de perda) pode chegar em até cerca de 8,5 bilhões de euros (o equivalente a 53,7 bilhões de reais)”, segundo Andrea Agnelli, presidente da Juventus e do sindicato europeu de clubes. “Cerca de 360 times na Europa vão precisar de injeções de dinheiro. Algo em torno de 6 bilhões de euros (cerca de 39 bilhões de reais)”, acrescentou o dirigente.

A queda no número de transferências de atletas prejudica os clubes de pequeno porte e os campeonatos da segunda divisão. Isso porque, além de contarem com a renda de ingressos, o modelo econômico predominante nessas equipes é baseado na formação e no desenvolvimento dos jogadores. E em sua venda.

Desde outubro aumentaram os rumores de uma possível Superliga Europeia fechada a 15 ou 20 grandes clubes do continente, em busca de receitas superiores às que têm na Liga dos Campeões. Um projeto que tornaria os grandes mais ricos e seria um duro golpe para os humildes. A Fifa não aprova a realização dessa nova Liga e ameaça punir clubes e jogadores envolvidos.

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