Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Brasil Sérgio Moro pediu para Bolsonaro indicar Deltan Dallagnol para a Procuradoria-Geral da República, mas a resposta foi negativa

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Parceiro de Dallagnol (E) nas conversas da Lava-Jato, Moro (D) sugeriu a Bolsonaro a indicação do procurador para a sucessão de Raquel Dodge. (Foto: Pedro de Oliveira/ALEP)

Apesar de publicamente não falar sobre o procurador Deltan Dallagnol, o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, sugeriu para o presidente Jair Bolsonaro a nomeação de Deltan como procurador-geral da República, que negou. Moro e Dallagnol aparecem como parceiros na trama de cooperação ilegal revelada pela Lava-Jato.

“O ministro Sérgio Moro, da Justiça, pediu ao presidente jair Bolsonaro para indicar o procurador Deltan Dallagnol para a PGR [Procuradoria-Geral da República]. O presidente Jair Bolsonaro se recusou. Bolsonaro disse que não vai indicar o Dallagnol”. Alencar ainda destaca que a atual PGR, Raquel Dodge, perdeu força após cobrar explicações sobre a indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil nos EUA.

O presidente deve definir nas próximas semanas quem vai assumir o posto no lugar de Dodge. Uma lista tríplice foi elaborada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), mas Bolsonaro não tem obrigação de segui-la. Os três procuradores indicados pela ANPR, os mais votados em eleição realizada pela associação, são Mario Bonsaglia, Luiza Frischeisen e Blal Dalloul.

Dallagnol foi bastante afetado pela Lava-Jato e tem três processos administrativos contra ele tramitando no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Um deles havia sido arquivado e retornou na terça-feira (13) após solicitação de dois conselheiros. A informação ainda demonstra o ex-juiz federal Sérgio Moro segue “perdendo moral” com o presidente Jair Bolsonaro, que pode ser socorrido pelo governador João Dória (PSDB).

Processos

Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal, perdeu os advogados que o representavam em dois processos disciplinares a que ele responde no Conselho Nacional do Ministério Público. Os constitucionalistas Eduardo Mendonça e Felipe de Melo Fonte defendiam o coordenador da Operação Lava-Jato, mas renunciaram. A mudança se dá após a divulgação de mensagens que colocam em xeque a atuação do procurador no âmbito da força-tarefa.

Mendonça confirmou que a decisão se deu em comum acordo. O novo representante de Dallagnol será o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e ex-chanceler Francisco Rezek. Os advogados faziam a defesa do procurador em reclamações movidas pelo presidente do STF Dias Toffoli e pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), mas não atuavam no processo disciplinar relacionado aos diálogos.

Os dois casos dizem respeito a uma discussão sobre liberdade de expressão – tema em que Mendonça é especialista. Toffoli apresentou uma queixa por causa de uma crítica que Dallagnol fez a ministros da corte: em entrevista, o procurador afirmou que decisões dos ministros do STF Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli mostram leniência com a corrupção.

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