Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de agosto de 2015
A greve geral de três dias dos servidores estaduais do Rio Grande do Sul chegou ao fim com ameaças de uma nova paralisação. O temor dos funcionários públicos do Estado é que o salário de agosto seja parcelado, como ocorrido em julho.
Ao todo, 43 entidades sindicais aguardam o próximo dia 31. Caso os salários não sejam pagos integralmente até o último dia do mês, como previsto em lei, os servidores prometem uma nova greve de 72 horas a partir de 1° de setembro.
No mês passado, o governo pagou em dia somente os funcionários que ganham até R$ 2.150. A terceira parcela dos demais, no entanto, foi antecipada e paga junto com a segunda para evitar uma intervenção federal no RS, já que o governo descumpriu uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
As aulas nas cerca de 3.000 escolas estaduais voltam ao normal na segunda (24) –a adesão à greve foi de 95%, segundo o Cepers, sindicato dos professores. Já o Ugeirm, sindicato dos policiais civis, afirma que apenas as ocorrências graves foram atendidas. A Brigada Militar (a PM gaúcha), proibida por lei de fazer greve, adotou uma operação-padrão.
A Abamf, que representa PMs de nível médio, diz que a redução do policiamento nas ruas foi de 20%. O governo diz que nada mudou.
Os grevistas terão desconto no salário dos dias não trabalhados, mas o governo ainda não contabilizou quantos servidores serão punidos.
“Presença será presença, e falta será falta”, disse o governador José Ivo Sartori (PMDB) na terça-feira (18).
Para o advogado Luís Alberto Bergamaschi, assessor jurídico do sindicato dos policias civis, o corte é ilegal. “O desconto fere o direito constitucional à greve porque obriga o funcionário a voltar ao trabalho”, diz.
Apesar de ser o quarto Estado mais rico do país e de ter bons indicadores sociais, o Rio Grande do Sul há anos tem alguns dos piores números das finanças públicas. É o Estado mais endividado, está na lanterna no ranking de investimentos e permanece entre os líderes de gastos com pessoal no país. (Folha)
Os comentários estão desativados.