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Saúde Sinovac usa dados brasileiros da CoronaVac para pedir certificação internacional na Organização Mundial da Saúde

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A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil

Foto: Bruno Todeschini/Pucrs
A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil. (Foto: Bruno Todeschini/Pucrs)

A farmacêutica chinesa Sinovac apresentou os dados dos estudos da CoronaVac no Brasil e em mais três países à OMS (Organização Mundial da Saúde) para tentar uma certificação internacional da vacina contra a Covid-19, informou na quinta-feira (14) o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

“Há um processo da Sinovac, junto à Organização Mundial da Saúde, para certificar essa vacina para uso mundial. E está usando para isso os dados do nosso estudo clínico”, disse Covas.

Ele explicou que no pedido de certificação internacional, já em andamento, há também os resultados dos estudos realizados na Turquia, Indonésia e China – além dos dados do estudo brasileiro, que nesta semana anunciou uma eficácia global de 50,38%.

“Então, existe esse processo, esse processo está em andamento, sim, e quero lembrar: essa é uma vacina mundial”, disse Covas. Os testes da CoronaVac no Brasil foram feitos em 12.508 voluntários – todos profissionais de saúde da linha de frente do combate ao coronavírus – e envolveram 16 centros de pesquisa.

A vacina registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no País, índice que aponta a capacidade do imunizante de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O número mínimo recomendado pela OMS e também pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é de 50%. O órgão regulador brasileiro analisa o pedido de uso emergencial do imunizante.

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Jose Lovatto
15 de janeiro de 2021 11:41

Seria interessante que o Butanta explicasse o por que prorrogou por três vezes a divulgação da eficácia, quando o fez divulgou o máximo e não a média, entrando com pedido na ANVISA somente na semana passada e agora, depois de pressa alguma, exigem pressa da ANVISA, mesmo entregando documentação pela metade e cobrando oito vezes mais que o concorrente que também pediu autorização. Somado a tudo isso, está o fato de países de primeiro mundo não terem comprado a vacina, isso em razão da eficácia, dos altos preços ou das enrolações? Merecemos explicações.

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