Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2021
O governo do Rio Grande do Sul confirmou mais três casos da variante Delta do coronavírus no Estado. São duas ocorrências registradas em Santana do Livramento (Fronteira-Oeste) e outra em Canoas (Região Metropolitana de Porto Alegre).
Com isso, o número conhecido de gaúchos com a chamada “cepa indiana” da covid chegou a oito e deve subir nos próximos dias, podendo passar de 30. Veja, a seguir, a quantidade de positivados e seus respectivos municípios de residência:
– 4 em Santana do Livramento (Fronteira-Oeste), incluindo dois indivíduos infectados pela variante em viagem ao Exterior;
– 2 em Gramado (Serra Gaúcha);
– 1 em Nova Bassano (Serra Gaúcha), com diagnóstico durante visita ao Rio de Janeiro;
– 1 em Canoas.
À espera de análise da Fiocruz
Nesta terça-feira (3), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) enviou à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-RJ) 29 amostras de prováveis casos para análise completa. Uma delas também é de Santana do Livramento e já tem confirmação parcial, além do vínculo epidemiológico com os contactantes.
– 3 em Sapucaia do Sul;
– 2 em Esteio;
– 1 em Alvorada;
– 1 em Passo Fundo;
– 1 em São José dos Ausentes;
– 1 em Gramado (com vínculo epidemiológico ao primeiro caso confirmado no município, ao passo que os demais foram identificados pelo Cevs através de sequenciamento genético parcial).
Enviados para teste nesta terça-feira
– Sapucaia do Sul: 6;
– Canoas: 4;
– Passo Fundo: 3;
– Montenegro: 2;
– Novo Hamburgo: 2;
– Esteio: 2;
– Alvorada: 1;
– Capão da Canoa: 1;
– Caxias do Sul: 1;
– Gramado: 1;
– Guaíba: 1;
– Porto Alegre: 1;
– São Leopoldo: 1;
– Triunfo: 1;
– Viamão: 1;
– Santana do Livramento: 1.
Maior transmissibilidade
Identificada pela sequência alfanumérica “B.1.617.2”, a variante Delta é uma VOC (“variante de preocupação”, na sigla em inglês), que acarretam mudança no comportamento do vírus. Pelo que os cientistas sabem até agora, a sua característica mais marcante é o maior grau de transmissibilidade.
A linhagem também encontra menor resistência por parte dos anticorpos produzidos por vacinas: apenas uma dose (no caso dos imunizantes de duas aplicações) pode ser pouco efetiva contra essa cepa.
Já no que se refere à gravidade, ainda não há comprovação científica de que provoque um quadro mais severo da doença em relação a outras linhagens.
De qualquer forma, é essencial que mesmo os indivíduos já imunizados mantenham cuidados básicos de prevenção ao coronavírus, sobretudo no que se refere ao uso da máscara e procedimentos de higienização e distanciamento social.
A orientação vale principalmente quem apresenta fator de risco para complicações da doença. Isso independe de a pessoa já ter recebido primeira dose ou mesmo o esquema vacinal completo, seja com duas doses de Coronavac, Oxford e Pfizer ou a aplicação única da Janssen.
(Marcello Campos)
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