Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A população é crédula. A 3 de março de 1986, pesquisa Datafolha realizada em seis capitais, incluindo Porto Alegre, mostrou que 84 por cento dos entrevistados aprovavam o Plano Cruzado.
Lançado quatro dias antes, pretendia acabar com a inflação que tinha atingido 242 por cento em 1985.
A mesma pesquisa apontou que 50 por cento passaram a fiscalizar os preços, a partir de lista da Sunab, e outros 30 por cento seguiriam o exemplo. Mesmo com o apoio quase unânime dos brasileiros, sufocados pelos constantes aumentos no custo de vida, o Plano não resistiu mais do que sete meses.
A má formulação dos pressupostos técnicos e a demagogia levaram à derrocada e à volta da inflação.
Cabe a lembrança do que ocorreu há 30 anos no dia do anúncio de mais uma frustração:
a economia brasileira fechou 2015 em queda de 3,8 por cento, comparando com 2014. O desempenho é o pior desde 1990, quando o recuo chegou a 4,3 por cento.
Depois de 1986, o Brasil teve os planos Bresser (julho de 1987), Verão (janeiro de 1989) e Collor (março de 1990). Todos naufragaram.
Finalmente, em junho de 1993, surgiu o Plano Real que derrubou a inflação e estabilizou a Economia.
De imediato, a nova moeda trouxe um grande benefício: a maquininha de remarcar preços a cada dia deixou de funcionar.
Agora, é lamentável que a situação tenha se deteriorado, gerando desemprego e alta nos gêneros de primeira necessidade.
A situação dramática só será revertida com a mudança imediata dos rumos na política econômica.
Por enquanto, não há sinais de que possa acontecer.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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