Terça-feira, 06 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 10 de setembro de 2020
Você já ouviu falar que o soro fisiológico faz bem para o cabelo? Se a resposta for afirmativa, pode comemorar: é verdade! Para nos ajudar a descobrir os benefícios do produto, as dermatologistas Juliana Fonte e Camila Roos Mariano da Rocha, responderam as perguntas a seguir:
Quais os benefícios?
O uso de soro fisiológico deixa os fios mais hidratados e brilhosos e com menos frizz, dizem as profissionais.
Além disso, diferentemente da água do chuveiro, é livre de qualquer resíduo metálico, então evita que o cabelo fique “pesado”. O resultado é um visual com madeixas mais leves.
Por que faz bem?
As fibras capilares são constituídas por três componentes morfológicos: cutícula, córtex e medula. As células da cutícula formam uma barreira protetora e são responsáveis pelas propriedades cosméticas do cabelo. Essa barreira pode ser quebrada por alterações de pH, como nas químicas e colorações. Como o pH do cabelo é ácido, variando entre 4.2 e 6.8, o soro fisiológico, que tem pH 6.0, levemente ácido, sela as cutículas, explica Camila.
“Sua formulação é muito semelhante aos líquidos presentes nas nossas células, por isso é tão facilmente absorvido pelo cabelo”, acrescenta Juliana.
Quem pode usar?
O produto pode ser aproveitado para tratar de todos os tipos de cabelos, garante Juliana.
Como usar?
As dermatologistas afirmam que o soro fisiológico pode ser utilizado na versão pura após o banho, como hidratante. Também vale misturar o produto com máscaras de tratamento.
Existe algum risco?
O produto não apresenta contraindicações e nem riscos para a paciente, garante Camila.
Mas as médicas alertam: diante de qualquer alteração capilar, como queda dos fios, quebra e alterações no couro cabeludo, o recomendado é que você procure um dermatologista para orientá-la melhor sobre o tratamento.
Tendência
Cabelos compridos, lisos ou volumosos! A brasileira é conhecida mundo afora por não abrir mão de suas madeixas, como se fossem um símbolo de feminilidade e sensualidade. Porém, esse padrão tem mudado um pouco a cada dia. Em pleno 2020, com o empoderamento das mulheres e, nos últimos meses, com a pandemia, a praticidade do cabelo curto fez a cabeça de muita gente. É como se fosse uma espécie de liberação. Essa mudança fez com que Neandro Ferreira, hairstylist que viveu 30 anos em Londres e teve como mestre ninguém menos que Vidal Sassoon, icônico cabeleireiro britânico dos anos 50 e 60, tosasse fios como nunca antes em solo nacional.
Além disso, a retomada do movimento feminista fez com que as mulheres abrissem os olhos para o que realmente querem: “As mulheres sabem do que gostam, o que elas realmente querem. Não existe mais isso de fazer o que o homem gosta e o que ele espera que elas sejam. O poder da mulher não está mais na beleza bíblica, do casual longo. O poder agora está no cabelo curto”, decreta Neandro.