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Notícias “Sou obediente, não descumpro ordens”, diz ministro da Fazenda ao chegar nos Estados Unidos

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Ministro da Fazenda viajou para se juntar à comitiva da presidente Dilma. Crédito: Reprodução

O ministro Joaquim Levy, da Fazenda, chegou aos Estados Unidos neste domingo (28) e passa “muito bem”, de acordo com a assessoria de imprensa do ministério. Ele viajou para se juntar à comitiva da presidente Dilma Rousseff no país. Na noite da sexta-feira (26), Levy havia sido hospitalizado e diagnosticado com embolia pulmonar. O médico desaconselhou a viagem, segundo a assessoria da Fazenda, mas o ministro, que recebeu alta horas depois, quis ir mesmo assim.

Levy embarcou na noite deste sábado em um voo comercial. Ele passou o dia em repouso e não viajou no avião presidencial, com Dilma e demais ministros que compõem a comitiva.

Ao chegar ao hotel onde vai ficar hospedado, o ministro falou rapidamente com jornalistas. Questionado sobre seu estado de saúde, ele disse que está bem. Quando uma jornalista perguntou se ele descumpriu ordem médica para viajar, o ministro respondeu: “Não. Não descumpro ordem de ninguém. Sou muito obediente”, afirmou Levy.

Ele disse ainda que a visita da comitiva aos EUA é uma “oportunidade boa” e que o encontro com o presdiente Barack Obama em Washington deve ser “bastante positivo”.

Eu acho que vai ser positivo. Acho que temos bastante coisa para fazer. A economia está num momento importante. Então, acho que é uma oportunidade. E, como disse a presidente, acho que lá em Washingon também vai ser bastante positivo”, disse o ministro.

De acordo com a assessoria, o médico de Levy considerava o trecho até Miami, de aproximadamente sete horas de duração, o mais delicado para a condição de saúde do ministro.

Em quadros como o dele, viagens longas de avião não são recomendadas. Como a embolia pulmonar ocorre quando um coágulo entope uma veia e obstrui a chegada do sangue ao pulmão, viagens longas, em que o paciente se movimenta pouco, podem prejudicar a circulação e agravar o quadro.

Meta central de inflação
Na chegada ao hotel, o ministro também foi questionado sobre a redução no teto da meta central de inflação para 2017. “Acho que é bom, é mais uma etapa, né, de a gente estar fortalecendo o sistema de metas de inflação. Eu acho que ele aumenta a previsibilidade da economia brasileira e com isso ajuda o trabalho que a gente tá fazendo”, declarou.

A meta central de inflação foi fixada na quinta-feira (25) pelo Conselho Monetário Nacional em 4,5% para o ano de 2017. Trata-se da mesma meta central adotada pelo governo federal desde 2005.

O intervalo de tolerância em relação à meta central, porém, caiu de dois pontos percentuais (para cima e para baixo em relação ao objetivo central) para 1,5 ponto percentual. Na prática, isso significa que o piso será de 3% e que o teto será mais baixo: de 6% em 2017 sem que a meta seja formalmente descumprida.

Se o intervalo de tolerância anterior de dois pontos percentuais fosse mantido – o que não aconteceu – o teto, em 2017, seria de 6,5% (patamar que vigorou entre 2006 e 2016). (AG)

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