Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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CAD1 Starbucks e Airbnb darão emprego e alojamento gratuito a afetados por decreto anti-imigração de Trump

A Starbucks anunciou que empregará aqueles que fogem de guerras, perseguições e discriminações nos países em que está presente. (Foto: Reprodução)

A rede americana Starbucks e a plataforma de aluguéis Airbnb anunciaram que vão ajudar as pessoas afetadas pelo decreto do presidente dos EUA, Donald Trump, contra refugiados e cidadãos de sete países maioritariamente muçulmanos, que consideram “contrário ao sonho americano”.

A Starbucks pretende contratar nos próximos cinco anos 10 mil refugiados nos 75 países em que está presente, segundo se comprometeu no domingo por escrito seu presidente Howard Schultz. A rede anunciou que empregará aqueles que fogem de guerras, perseguições e discriminações para os países onde está presente.

Nos Estados Unidos, a Starbucks começará por contratar refugiados que trabalharam para o exército americano, por exemplo como intérpretes.

Schultz, próximo ao partido Democrata, informou que a Starbucks está em contato com funcionários afetados pelo decreto presidencial que estabelece severas restrições à entrada em território americano e “verificações extremas” contra cidadãos da Síria, Líbia, Sudão, Irã, Iraque, Somália e Iêmen.

Alojamento gratuito

Já a Airbnb anunciou que alojará gratuitamente os afetados pelo decreto de Trump. “O Airbnb proporciona um alojamento gratuito aos refugiados e a todas as pessoas que são proibidas de entrar nos Estados Unidos”, informou no Twitter Brian Chesky, presidente da empresa. “Entre em contato comigo se você precisa de alojamento”, conclui.

O grupo busca recorrer a seu programa de desastres naturais, que prevê que os hóspedes ofereçam alojamento a pessoas deslocadas.

A plataforma on-line de aluguel também contempla medidas de urgência específicas se não houver lugar disponível perto do lugar onde estiverem pessoas afetadas pelo decreto anti-imigração.

O Lyft, serviço de reserva de automóveis sem motorista – cujo um dos acionistas é a General Motors – prometeu dar US$ 1 milhão à organização de defesa de direitos cívicos American Civil Liberties Union, que atacou na Justiça essas restrições à imigração.

Seu concorrente Uber, muito criticado na véspera nas redes sociais por sua fraca reação inicial, se comprometeu a ajudar os motoristas afetados, enquanto Elon Musk, presidente da Tesla, pediu no Twitter sugestões sobre as possíveis emendas ao decreto migratório.

A preocupação já se ampliou no sábado entre os gigantes do Vale do Silício e agora aos diretores das multinacionais da costa Leste americana. “Eles são importantes para o nosso sucesso”, disse Jeffrey Immelt, presidente da General Electric, que tem muitos funcionários afetados.

O banco JPMorgan Chase começou a examinar com seus trabalhadores com vistos como eles poderão ser ajudados, enquanto o seu presidente Jamie Dimon garantiu que lhes dará seu apoio “inquestionável”.

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