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Geral Subcomissão vai intimar deputado Jardel por edital público

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O parlamentar do PSD será intimado a prestar depoimento no dia 16 de novembro. (Foto: Marcelo Bertani/AL-RS)

Para colher o depoimento do deputado Mário Jardel (PSD), a subcomissão processante da Comissão de Ética parlamentar da Assembleia Legislativa resolveu que convocará o parlamentar por edital público.

A decisão aconteceu durante reunião da subcomissão, realizada nesta terça-feira (25), apenas na presença do advogado do deputado. Apesar de várias tentativas, a Assembleia não conseguiu encontrar o parlamentar para intimá-lo à reunião da subcomissão processante, conforme decisão judicial por liminar.

Conforme o relator da subcomissão, deputado Sérgio Turra (PP), o parlamentar do PSD será intimado, por edital público, a prestar seu depoimento no próximo dia 16 de novembro. “Salvo se conseguirmos entregar a intimação previamente, ele será intimado pelo Diário Oficial da Assembleia”, explicou.

Turra lamentou a ausência do deputado Jardel. “O advogado do parlamentar nos disse que ele acompanha a avó enferma em Fortaleza [Ceará], apresentando nota fiscal, datada de 14 de outubro, quando da sua alta”, observou.

O advogado de Jardel, Rogério Bassotto, além dos esclarecimentos sobre a ausência do deputado, apresentou requerimento para que seja retirado do processo prova que considera ilícita. A subcomissão processante é formada pelos deputados Sérgio Turra, Jeferson Fernandes (PT) e Tiago Simon (PMDB).

Denúncia

O deputado e ex-jogador de futebol foi denunciado pelo Ministério Público por integrar um esquema com objetivo de obter vantagens financeiras, mediante a prática de crimes contra a administração pública, como peculato e concussão, além do uso de documentos falsos e da lavagem de dinheiro. Verbas públicas referentes a diárias fictícias foram desviadas. O gabinete de Jardel ainda manteria “funcionários fantasmas” e havia exigência de repasse de parte de salários e de verbas indenizatórias de servidores. Foram desviados cerca de R$ 212.203,75 entre abril e novembro de 2015.

O advogado e assessor parlamentar Christian Vontobel Miller, o chefe de gabinete Roger Antônio Foresta, o coordenador-geral de bancada do PSD, Ricardo Fialho Tafas, e o chefe de gabinete do líder da bancada do PSD, Francisco Demetrio Tafras, também são acusados de fazer parte do esquema.

 

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