Segunda-feira, 30 de Março de 2020

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Brasil Suplentes de deputados presos tomam posse na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro

Todas as esferas de poder do Rio foram atingidas por causa de uma delação. (Foto: Zô Guimarães/Alerj)

Dois suplentes dos deputados estaduais presos por corrupção tomaram posse na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) na tarde desta terça-feira (26). Sérgio Fernandes (na vaga de Luiz Martins, do PDT) e Sérgio Louback (na vaga de Chiquinho da Mangueira, do PSC) foram empossados – o primeiro só fez o juramento, porque já tinha assinado o livro nesta segunda.

Os outros três suplentes que deveriam assumir o cargo hoje, não compareceram ao plenário. São eles: Carlos Caiado (DEM), que assumiria no lugar de André Correa; Nelson Ruas dos Santos, o Capitão Nelson ( AVANTE), que entraria no lugar de Marcos Abrãao e Jairo de Souza Santos, o coronel Jairo (SOLIDARIEDADE/PTB), que deveria assumir no lugar de Vinicius Neskau, mas também está preso.

Também está indefinida a situação do deputado Anderson Alexandre, que está em liberdade, mas impedido judicialmente de tomar posse no cargo. Anderson é da mesma coligação do Coronel Jairo. De acordo com a Alerj, eles têm 30 dias para assumir o cargo, ou serão substituídos pelos suplentes seguintes.

Na última semana, a mesa-diretora da Alerj deu posse aos cinco deputados eleitos que estão presos. Foi a primeira vez que o livro histórico de posse saiu de dentro da Alerj. E o primeiro destino foi justamente o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste.

Livro

A mesa diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro deu posse, na última quinta-feira (21), a 5 deputados eleitos que estão presos. Esta foi a primeira vez que o livro histórico de posse saiu de dentro da Alerj. E o primeiro destino foi justamente o Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste.

No presídio estão presos os eleitos André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Abraão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB). Depois seguiu para posse de Chiquinho da Mangueira (PSC), que está em prisão domiciliar. Segundo o comentarista Otávio Guedes, o Ministério Público do Rio de Janeiro vai analisar a decisão de empossar os eleitos.

A medida pegou os deputados de surpresa ao ser anunciada pelo presidente da casa André Ceciliano (PT), na abertura da sessão no plenário. Os deputados presos estavam sendo empossados na mesma hora do anúncio no plenário.

Os deputados Chicão Bulhões (Novo) e Renan Ferreirinha pretendem recorrer dessa decisão de dar posse aos deputados. O entendimento de vários parlamentares da Casa é que os cinco deputados não poderiam, pelo regimento, ter tomado posse fora da Alerj. O deputado Luis Paulo (PSDB) disse que concorda, mas acredita que não há mais nada a fazer. Os partidos PSOL e PSB querem uma sessão extraordinária para discutir a posse dos deputados presos.

Os eleitos foram presos em novembro de 2018, na Operação Furna da Onça, acusados de receber vantagens no esquema chefiado pelo então governador Sérgio Cabral em troca de votos favoráveis ao governo, na Alerj.

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