Domingo, 26 de julho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Supremo forma maioria de votos para validar punição a militares por críticas a superiores

Compartilhe esta notícia:

Ministros julgam ação que pede derrubada de trecho do Código Penal Militar, que prevê punição de repreensão a prisão

Foto: Reprodução
(Foto: Reprodução)

O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria de votos nesta quarta-feira (12) para autorizar que militares possam ser punidos por críticas públicas a atos de superiores, assuntos relacionados à disciplina militar ou resoluções do governo.

Os ministros julgam, no plenário virtual, uma ação do PSL (que foi incorporado pelo União Brasil) que questionou a validade de um trecho do Código Penal Militar que prevê a punição, chegando a até um ano de detenção. O julgamento está previsto para terminar na noite desta quarta-feira.

Para o partido, que apresentou a ação em 2017, a regra fere a liberdade de expressão e tem levado policiais e bombeiros militares que se manifestam em redes sociais, sites e blogs a serem punidos por suas postagens, com sanções que vão de repreensão a prisão.

Relator da ação, o ministro Dias Toffoli defendeu que a medida não fere a Constituição. Segundo o ministro, a norma pretende evitar abusos.

“A norma pretende evitar excessos no exercício à liberdade de expressão que comprometam a hierarquia e a disciplina internas, postulados esses indispensáveis às instituições militares, e, assim, em última análise, impedir que se coloquem em risco a segurança nacional e a ordem pública, bens jurídicos esses vitais para a vida em sociedade”, escreveu.

Toffoli ressaltou que a Constituição trata a segurança pública de forma diferenciada, uma vez que as carreiras policiais e militares constituem braço armado.

O relator afirmou ainda que cada caso deve ser analisado individualmente, e que nem toda crítica a superiores ou à disciplina da carreira pode ser enquadrada como indevida ou punida. O voto de Toffoli foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, André Mendonça, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Paulo Du Bois
12 de abril de 2023 19:31

Sim, deveria. Mas querem punir os que se manifestaram contra o STF. E, a cúpula militar se arrasta pelo chão como vermes.

Fernando Krause
12 de abril de 2023 18:43

Este tipo de assunto não deveria ser julgado pelo Superior Tribunal Militar?

Glaucio Dos Santos Brum
12 de abril de 2023 22:09

As forças armadas são a única instituição que o governo federal ainda não tem nas mãos… Por enquanto. Estamos vivendo uma era de precedentes perigosos.

Felix Etchegaray
12 de abril de 2023 22:59

Os militares tem que obedecer e não opinar dos seus superiores

Getulio Dos Santos Dias
12 de abril de 2023 23:18

o zuco que se cuide.

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul publica edital de vagas remanescentes para cursos de graduação
Porto Alegre amplia o público da vacinação contra a gripe a partir desta quinta-feira
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x