Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2015
O STF (Supremo Tribunal Federal) vai procurar a equipe econômica do governo Dilma para reabrir as negociações sobre o reajuste dos servidores do Judiciário. As novas tratativas podem começar já nesta quinta-feira (23) a partir de contatos com o Ministério do Planejamento.
A expectativa da Diretoria-Geral do STF é de que as discussões sejam retomadas em termos discutidos antes de o Congresso aprovar uma proposta de aumento que acabou vetada nesta quarta-feira (22) pela presidente Dilma Rousseff.
Segundo o diretor-geral do STF, Amarildo Vieira de Oliveira, há consenso entre o tribunal e representantes da equipe econômica de que um eventual aumento só começará a partir de 2016 e seria parcelado em quatro anos.
A folha de pagamento só dos 117,5 mil servidores do Judiciário representa um impacto de R$ 24 bilhões por ano aos cofres públicos –a dos magistrados é de R$ 4 bilhões.
O presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, já avisou ao governo que descarta a proposta de um aumento escalonado de 21,3%, a partir de 2016, mesmo percentual negociado para servidores do Executivo.
Essa proposta não agrada aos servidores do Judiciário que alegam defasagem salarial, uma vez que o último plano de cargos e salários foi aprovado em 2006.
A proposta vetada pela presidenta previa reajuste médio de 59,5% (chegando a 78,6% em alguns casos) nos salários dos servidores do Judiciário, escalonado em quatro anos, a partir de 2015. A medida, segundo o governo, tem impacto previsto de R$ 25,7 bilhões e vai na contramão das medidas do ajuste fiscal diante das turbulências na economia do País. (Márcio Falcão/Folhapress)
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