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Geral Suspeito de participação nos ataques de 8 de janeiro, ex-integrante das Forças Especiais do Exército presta depoimento à Polícia Federal

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O general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes foi alvo da 18ª fase da Operação Lesa Pátria. (Foto: Reprodução)

O general da reserva Ridauto Lúcio Fernandes, alvo da 18ª fase da Operação Lesa Pátria, afirmou em depoimento à Polícia Federal que participou no dia 8 de janeiro dos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF), como “qualquer outro manifestante” e que deixou a praça antes do início das depredações.

As investigações apontam que o militar fazia parte dos denominados “kids pretos” que integravam cargos de alto escalão no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. A nomenclatura – também chamada de “forças especiais” (FE) – definiria militares da ativa ou da reserva do Exército, especialistas em operações especiais.

O general é ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, ligado ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Ele foi nomeado para o cargo em julho de 2021 e exonerado no dia 31 de dezembro, último dia do governo de Jair Bolsonaro (PL).

Ridauto prestou depoimento na PF, após ser intimado pela corporação durante as buscas. Os investigadores apontam que o depoimento do general não é coerente com as imagens que ele mesmo produziu no dia 8 de janeiro.

Em imagens obtidas pela TV Globo, Ridauto falou do uso de gás lacrimogêneo pela Polícia Militar do Distrito Federal, enquanto estava na praça dos Três Poderes. “Acreditem, a PM jogou gás lacrimogêneo na multidão por meia hora”, diz ele no vídeo.

A PF informou que o alvo teve as contas bloqueadas para uma eventual indenização pelos danos causados ao patrimônio público. O general Ridauto também teve dois celulares, duas armas regulares e o passaporte apreendidos pelos agentes.

O militar é investigado pelos crimes de abolição violenta ao Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e incitação ao crime.

“Policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão, expedido pelo Supremo Tribunal Federal, na cidade de Brasília/DF. Além dessa medida, foi determinado pelo STF o bloqueio de ativos e valores do investigado”, disse a corporação, em nota. As ordens foram expedidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Os “kids pretos” passam por formação no Comando de Operações Especiais em Goiânia, em Goiás, ou na 3ª Companhia de Forças Especiais, em Manaus, no Amazonas.

Como parte do treinamento, os “kids pretos” aprendem a atuar em missões com alto grau de risco e sigilo, como em operações de guerra irregular — terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência, insurgência.

Além disso, são preparados para situações que envolvam sabotagem, operações de inteligência, planejamento de fugas e evasões. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Globo.

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