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Geral Suzane Richthofen poderá deixar a prisão para fazer faculdade; Ministério Público vê risco à segurança dela

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Suzane von Richthofen deixou nesta terça a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), para a chamada “saidinha” temporária. (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça de São Paulo autorizou Suzane Von Richthofen a deixar a prisão imediatamente para cursar Farmácia na Universidade Anhanguera, em Taubaté. Ela está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé, condenada a 39 anos pelo envolvimento no assassinato dos pais.

A liminar foi concedida pelo desembargador José Damião Pinheiro Machado Cogan, da 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na última sexta-feira. Suzane poderá deixar a unidade prisional a partir das 17h e retornar às 23h55min.

Ela está presa desde 2004 e obteve a progressão do regime fechado para o semiaberto em outubro de 2015 e desde então tem benefício a saídas temporárias.

Em 2016, a justiça já havia autorizado a saída de Suzane para fazer faculdade presencial, mas ela não tinha como arcar com a mensalidade na época. Ela prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para presos e obteve nota para concorrer a uma vaga em cursos de ensino superior.

O Ministério Público foi contra a autorização, argumentando que a segurança dela não poderia estar garantida. Para o promotor, “ninguém pode assegurar proteção absoluta à paciente em razão da prática de eventual delito”. Na sentença, Cogan complementa: “Se o que a lei almeja é a reintegração social não há razão para que a mesma fique sem frequentar a faculdade onde conseguiu matrícula e financiamento de seu curso, tendo sido aprovada no Enem”.

Saída temporária

Suzane von Richthofen, Anna Carolina Jatobá e Elize Matsunaga deixaram a Penitenciária Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé (SP), para a chamada “saidinha” temporária. Elas deixaram o local quase simultaneamente na manhã desta terça-feira (14). Todas ficarão em liberdade até a próxima segunda (20), quando devem voltar à unidade.

Suzane foi condenada por matar os pais em 2002. Anna Carolina foi condenada pela morte da enteada Isabella Nardoni em 2008. Elize foi condenada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga em 2012.

Ao deixar a unidade prisional, antes de entrar em um táxi, Elize ainda exibiu um cartaz com uma mensagem para a filha: “te amarei além da vida”. A menina vive com os avós paternos desde a época do crime e não tem mais contato com a mãe.

Assim como as outras detentas que também tiveram autorização para a “saidinha”, as três usavam máscara de proteção contra o coronavírus.

As saídas temporárias foram retomadas neste ano depois de uma série de mudanças por causa da pandemia da Covid-19. Essa é a terceira vez que o benefício é concedido aos detentos do Estado de São Paulo em 2021 – as outras foram em maio e junho. Ainda está prevista uma “saidinha” entre o Natal e Ano Novo. O calendário é determinado pelo Poder Judiciário.

O beneficio é concedido a presos que apresentam bom comportamento, já cumpriram uma parte da pena e estão no regime semiaberto. As informações são do jornal O Globo e do portal de notícias G1.

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