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Política Tarifaço: ministro da Fazenda diz que medida com socorro vai prever “reformas estruturais” em fundo que financia exportações

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Haddad destacou que a medida precisará ter flexibilidade para se adaptar à realidade de mais de 10 mil empresas afetadas.

Foto: Diogo Zacarias/MF
Declaração de Haddad faz referência à aprovação pelo governo Jair Bolsonaro da PEC dos Precatórios. (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Medida Provisória (MP) que o governo prepara para responder ao tarifaço de 50% dos Estados Unidos prevê três linhas de atuação: financiamento, incentivos tributários e ajustes nas regras de compras governamentais.

Segundo Haddad, o texto também trará reformas estruturais para ampliar o alcance dos instrumentos de apoio à exportação, com foco especial em empresas que precisarão buscar novos mercados diante da sobretaxa aplicada por Washington.

“Incluímos na MP duas mudanças muito importantes que envolvem o FGE (Fundo de Garantia à Exportação). Estamos fazendo uma reforma estrutural do FGE, com suporte dos demais fundos, para garantir que toda empresa brasileira, não só as grandes, que tiver vocação de exportação, terá instrumentos modernos para fomentar a exportação para o mundo inteiro. Muitas das exportações brasileiras que iam para os EUA vão ter que procurar outros mercados”, disse em entrevista à GloboNews.

A MP, segundo Haddad, também contemplará a questão do draw-back — regime que concede benefícios tributários a quem importa insumos para produzir e exportar.

“A MP trata de três formas diferentes: as linhas de financiamento; a questão tributária, que vai receber um tratamento específico; e estamos mexendo também com compras governamentais”, afirmou.

O ministro destacou que a medida precisará ter flexibilidade para se adaptar à realidade de mais de 10 mil empresas afetadas.

“Nós não vamos conseguir colocar na mesma moldura todo mundo, desde o pescado do Ceará até a Embraer, o pessoal de máquinas e equipamentos, o pessoal da manga do São Francisco. Não vai conseguir colocar todo mundo na MP”, ressaltou.

A proposta deve ser apresentada até esta terça-feira, após reunião no Palácio do Planalto entre Lula, o vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e outros integrantes da equipe econômica.

Na entrevista, Haddad também revelou que a reunião prevista para esta quarta-feira com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi cancelada após pressão de “forças de extrema direita” que atuam nos Estados Unidos.

“A militância antidiplomática dessas forças de extrema direita que atuam junto à Casa Branca teve conhecimento da minha fala, agiu junto a alguns assessores, e a reunião virtual que seria na quarta-feira foi desmarcada”, disse Haddad.

Segundo o ministro, o presidente Lula pediu, no dia 20 de julho, para que ele tentasse retomar o diálogo com Bessent, após saber que o encontro anterior, realizado em maio, havia sido produtivo. Desde então, o governo vinha articulando o novo diálogo, que acabou suspenso sem previsão de remarcação.

 

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Vanderlei Ochoa
12 de agosto de 2025 11:10

O ESTADISTA LULA vai tentar negociar com o tio sam, para não virar uma guerra comercialmedonha, Magda.

Vanderlei Ochoa
12 de agosto de 2025 11:06

Que falta de lógica honestidade. Como é patriota essa direita ao defender a pátria estadunidense!!! Quaquaquaqua

Denise Goulart de Munhós
12 de agosto de 2025 02:00

Os exportadores brasileiros devem agradecer ao Trump!!! O Trump fez o ministério da economia promover auxílio aos exportadores.

Vanderlei Ochoa
12 de agosto de 2025 11:04

Explique se melhor. Por quê quebrando o Brasil?

Miltch Mitch
12 de agosto de 2025 04:42

Estes porcos do pt quebraram o Brasil.
Vai ser difícil arrumar depois, mas com o fim do DESCONDENADO, que está bem próximo, tudo vai ser resolvido.

Vanderlei Ochoa
12 de agosto de 2025 11:08

Brasil indo muito bem. Governo trabalhando para debelar a agressão Americana. E a direita golpista aplaudindo o que eles fizeram de mal ao nosso país. Essa gente não bate bem da cabeça. Nem Freud explica.

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