Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Cláudio Humberto | 19 de fevereiro de 2023
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Membros de tribunais de contas passaram dois dias exaltando a transparência em um evento nacional que discutiu “comunicação” em suas atividades, mas, na prática, a conversa é outra. Eles ignoraram perguntas incômodas sobre o custo da organização do tal Congresso, realizado em Santa Catarina. Não contam a origem dos recursos e tampouco detalharam despesas com equipe técnica, hospedagem, alimentação e transporte de convidados que passaram por lá.
Nem te ligo
Oficialmente, o convescote foi organizado por uma Atricon, associação membros de tribunais de contas, que fez pouco dos questionamentos.
Transparência opaca
A associação informou que, por se tratar de uma associação, não se submete à legislação que garante a transparência de informações.
O nome
O “1º Congresso Nacional de Comunicação dos Tribunais de Contas” garantiu dois dias longe do local de trabalho, na maior mordomia.
Sextou!
A Ampcon e o CNPTC também foram procurados, mas, sexta e véspera do feriadão, ninguém deu sinal de vida. A folia emendou com o Carnaval.
Vendiam-se informações confidenciais na Petrobras
Além do pagamento de propina para obtenção de contratos de petróleo e gás na Petrobras, nos governos do PT, desde 2010, investigações do Departamento de Justiça e do FBI, do governo dos Estados Unidos, colheram provas da venda de informações confidenciais ou privilegiadas de funcionários graduados da estatal brasileira à empresa americana, por meio dos responsáveis, tanto nos EUA, quanto no Brasil.
Balcão de negócios
As informações privilegiadas da área de combustíveis foram compradas pelas tradings americanas, diz o Departamento de Justiça.
Dupla da propina
O Departamento de Justiça confirmou o envolvimento do americano Glenn Oztemel, de Connecticut, e do ítalo-brasileiro Eduardo Innecco.
Mais provas
Documentos judiciais não deixam dúvidas: propinas eram pagas a funcionários da Petrobras a título de “comissão” ou “consultoria”.
Doação polêmica
O TSE não vai investigar a doação do novo juiz da Lava Jato à campanha de Lula. Foi o PT que registrou a doação no TSE em sua prestação de contas. O juiz Eduardo Appio não se lembra da doação.
Basil mandou bem
No balanço da pandemia (agora os que jornalões perdem interesse), o Brasil é proporcionalmente o 9º país em número de casos, entre as 30 maiores economias, e o 4º que mais vacinou, diz o Our World in Data.
Faísca inicial
O senador Plínio Valério (PSDB-AM) disse ter o apoio para iniciar as discussões sobre a PEC do Mandato no STF, que estabelece prazo de oito anos para os seus ministros. A PEC já soma 30 votos.
Sem samba
Convidada para desfilar na Sapucaí, a primeira-dama Janja, como todo bom político, aceitou. Aproximando a data do combinado e com outras escolas insatisfeitas, apareceu um cancelamento por motivos médicos.
Caiu geral
Apesar da queda pelo interesse por Bolsonaro na internet desde a eleição, e agora sendo superado por Lula, o resultado de ambos é muito baixo. Em relação a picos históricos de interesse (nota 100), estão com nota 3 e 4 respectivamente na ferramenta Google Trends.
Exemplo yankee
Para justificar punições duras para eventuais invasores do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, André Figueiredo (PDT-CE) elogiou o “mobiliário de dois séculos”… da Casa Branca (EUA).
Tudo arquivado
A decisão de Tarcísio de Freitas de revogar a obrigatoriedade da vacina contra Covid-19 para agentes públicos derrubou também os processos contra os servidores. O esclarecimento veio do próprio governador.
Serviço
O governo do DF vai manter a campanha de vacinação diversa em pontos estratégicos da Capital durante feriado de Carnaval, além de reforçar o atendimento emergencial em pontos da cidade durante a folia.
Pensando bem...
…o “balão” brasileiro já tem nome imbatível: Dilma.
PODER SEM PUDOR
Ninguém merece
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) é gente boa, mas prolixo e confuso. Certa vez, em 1994, num comício em Jaboticabal (SP), além de chegar atrasado, ele falou com seu tom de voz monótono por uma hora. Nem a militância aguentou: as pessoas procuraram encosto nos carros, nos postes, e logo havia gente dormindo. Ele tentou fazer graça: “Gente, eu estou vendo daqui algumas pessoas dormindo. Vou pedir licença para falar mais baixo, porque não quero acordar ninguém…” E deitou falação por mais vinte minutos.
Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Sou cético, mas mandatos de 8 anos para Ministros do STF, seria uma fórmula ideal e adequada. E que a eleição seja feita por uma Comissão de Magistrados e não por indicação de líderes políticos. Outrossim, que os candidatos sejam ou já tenham sido Juízes, para que não sejam colocados lá pessoas que não tiveram competência sequer para ser aprovada no concurso para o cargo. São vários os casos dos que hoje lá estão.
A propósito, o que pensar da “imparcialidade” de um ministro da Suprema Corte que vai pessoalmente a um evento da organização criminosa e terrorista MST ???
Somente falta mudar nome do Brasil: Republica corrupiciones do Brasil. Não vão mudar STF, pois agora dominou geral corrupção. Tudo vai ser jogado debaixo do tapete.