Domingo, 10 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Técnica de enfermagem fala de denúncia contra presidente afastado do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro

Compartilhe esta notícia:

Clóvis Munhoz se afastou do cargo no Cremerj depois que a acusação veio a público.

Foto: Reprodução
Clóvis Munhoz se afastou do cargo no Cremerj depois que a acusação veio a público. (Foto: Reprodução)

A técnica de enfermagem de 26 anos que denunciou por assédio sexual o ortopedista Clóvis Munhoz, agora presidente afastado do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) decidiu quebrar o silêncio. Ao contar que teve dificuldades para encontrar um escritório de advocacia que assumisse seu caso, ela disse que, em hospitais, já testemunhou abusos parecidos com o que viveu. Por escrito, ela também relatou o que a moveu na busca por Justiça.

“Queria apenas dizer para os meus colegas de profissão e para todos que podem ou já passaram por uma situação assim, que não devemos nos calar. Por mais difícil e assustador que possa ser, lutem pelo que é certo”, afirmou.

O assédio teria ocorrido em agosto de 2021. Clóvis Munhoz se afastou do cargo no Cremerj depois que a acusação veio a público. Indiciado pela polícia pelo crime de assédio sexual, ele chegou a ser chamado duas vezes para depor em inquérito na 9º DP , mas não compareceu. Procurado desde quinta-feira passada, o médico tampouco deu entrevistas.

Agonia e insegurança

Enquanto isso, nos tribunais, um processo trabalhista movido pela técnica de enfermagem contra o hospital Glória D’Or esmiúça como o assédio teria ocorrido. No texto, a profissional de Saúde afirma que Clóvis teria dito: “Se você quer trair o seu marido, pode ligar para mim”. Ainda de acordo com o processo, ele a segurou e disse: “Você não pode sair de perto de mim. Como você é quente. Se eu beijar o seu pescoço, vai gozar rápido’’.

Com essa história a denunciar, a jovem lembra que alguns advogados não quiseram atendê-la:

“Passei por cinco escritórios de advocacia. Alegavam que seria apenas mais um caso de assédio, o que me causou ainda mais indignação. A advogada que acabou me dando respaldo já sofreu assédio e sentiu na pele o que eu também senti”.

Já sobre assédios a que assistiu em seus primeiros anos de carreira, ela escreveu:

“Já teve médico que arrastou enfermeira pelo braço no corredor. Quando questionou a chefia sobre a conduta em relação a assédio sexual e moral, foi dito para ela ‘acordar para a vida’, que isso é normal”, disse.

Ao ser ela própria a vítima, a técnica descreveu o quão ficou emocionalmente abalada.

“A situação me tirou o chão”,  relatou ela, que recorreu a acompanhamento psicológico depois do ocorrido. “Precisei de terapia para tentar amenizar a agonia que sentia e a falta de segurança em meu próprio local de trabalho”.

A técnica de enfermagem contou ainda que voltou a atuar na área, só que no CTI de outro hospital. A profissão, diz, ela seguiu devido à mãe, que precisa de sua ajuda por problemas de saúde. Casada, a jovem tem um filho de 4 anos, com problemas de locomoção. Inspirada pelo filho, ela faz faculdade de fisioterapia.

Agora, o caso que ela denuncia será analisado pelo Conselho de Ética de outro Estado. Em nota, na semana passada, o Cremerj reafirmou “seu repúdio por qualquer tipo de assédio e trabalha junto das autoridades para coibir essa prática antiética e criminosa”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Queixas contra empresas aéreas em 2022 já superam os números de antes da pandemia
PT anuncia Olívio Dutra como pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul
Pode te interessar