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Colunistas Temer cede à pressão da oposição

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Michel Temer (Foto: Arquivo/Mastrangelo Reino/Folhapress)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Futuro presidente da República, Michel Temer vai reduzir o número de ministérios para 22, contra os atuais 31, nos próximos dois meses. Boa parte das pastas será incorporada. A decisão foi sob pressão do PSDB, PPS e DEM, que cobraram um perfil diferente do PT. Presidente do PPS, Roberto Freire diz que foi convidado para a Cultura, mas sugeriu a Temer a fusão com Educação, e abriu mão do cargo. O DEM – que ficará com Educação & Cultura – também cobrou posição firme. “O modelo Temer tem que ser a antítese do PT. Não dá para ser mais do mesmo”, diz o deputado Efraim Filho (PB).

Fusões

No desenho prévio, Agricultura controla Desenvolvimento Agrário; Esporte se une a Turismo; Transportes abocanha Portos e Aeroportos, entre outras fusões.

Jobim na pista

O ex-presidente do STF Nelson Jobim, com aval de Michel Temer, tem feito gestões junto aos militares e é o cotado para voltar ao Ministério da Defesa.

Duelo

A decisão de Temer veio após um duelo entre “base” de Temer e neoliados da oposição. Geddel Lima e Eliseu Padilha queriam mais ministérios para a turma.

A resposta da Corte

Nos bastidores da Toga, há consenso entre os ministros do STF de que a Corte já está cheia dessa novela política. O Supremo vai dar uma resposta sobre o rito do impeachment, que já está pronta – a palavra é do Congresso Nacional. Os ministros vão referendar a decisão de Renan Calheiros de tocar o impeachment de Dilma.

Queimado

Ministro da Justiça de despedida do cargo, o promotor Eugênio Aragão se queimou com a categoria. Há um clima de constrangimento no Ministério Público com sua volta para as atividades. Engendra-se um gabinete siberiano para ele.

Paranoia

Em meio ao caos, a teoria da conspiração. O deputado Delegado Valdir (PR-GO) pediu à PF, através da CCJ, que investigue se alguém lucrou na Bolsa de Valores com esse vai e vem do impeachment na canetada de Waldir Maranhão. É que a Bolsa oscilou muito.

Mandem currículo

O PSB vai entrar no governo Temer. Não há certeza do jovem Fernando Bezerra Filho na Integração. Procura-se um perfil mais técnico para a pasta.

A lista Jucá

O presidente do PMDB, Romero Jucá (RR), já tem como meta mapear 10 mil cargos de apadrinhados do PT na Esplanada, para fazer a limpa nos próximos dois meses.

Sexteto sem legenda

O PDT vai expulsar dia 30 seis deputados que desobedeceram ordem de votar contra o impeachment da presidente Dilma. A Executiva vai dar o parecer em dez dias. A turma poderá trocar de partido, mas corre risco de ter mandato cobrado pela legenda.

Trio na rua

É um problema para três deputados do PDT que serão punidos. Pré-candidatos, ficam impedidos de disputar a prefeitura de suas cidades este ano, mesmo que se filiem em outra legenda. É o caso de Flávia Morais (GO), Hissa (AM) e Sérgio Vidigal (ES).

À deriva

O Porta-aviões São Paulo, que passará por reformas no maquinário, não está adaptado para os caças Gripen encomendados pela FAB. Nem os caças virão adaptados para operação no navio – se ainda houver embarcação quando os aviões chegarem.

Dos leitores

Os leitores da Coluna são os campeões da ironia. No Twitter, @WRcas postou que novamente um maranhense de bigode F. com o Brasil, lembrando Waldir Maranhão em alusão a José Sarney. O foi mais sutil, e não menos sarcástico: “Ela tinha que fazer igual Vampeta, descer rolando”, lembrando as cambalhotas do jogador da Seleção em 2002.

Constrangimento

A base do governo Flávio Dino barrou ontem nota de repúdio da oposição ao seu aliado atrapalhado, o deputado Waldir Maranhão, na Assembleia Legislativa.

Sabotagem oficial

Há na Esplanada bunker de terceirizados onde se planeja paralisação de serviços em vários setores para dificultar a gestão do novo governo nas duas primeiras semanas.

Ponto Final

Temer pode tomar posse na sexta 13, na data comemorativa da Abolição da Escravatura.

Com Walmor Parente e Equipe DF, SP e Nordeste

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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