Quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
19°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Temer quer ministros de volta à Câmara dos Deputados para votar contra denúncia

Compartilhe esta notícia:

Temer participa da Cúpula do G20, na Alemanha. (Foto: Beto Barata/PR)

Preocupado com a denúncia por corrupção passiva que enfrenta na Câmara dos Deputados, o presidente da República, Michel Temer, pediu aos ministros que são deputados federais licenciados, na reunião ministerial da última quarta-feira (5), no Palácio do Planalto, que retomem seus mandatos para votar com o governo no plenário da Casa. Após a votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), a denúncia será votada em plenário.

Para ser aceita, o que afasta temporariamente Temer do cargo, é necessário que 342 dos 513 deputados votem a favor da denúncia. Em tom otimista, integrantes do governo vem dizendo que é a oposição que precisa reunir os votos, mas também há um mapeamento de votos em curso dentro do Planalto.

Segundo presentes na reunião de Temer e ministros, a sugestão de voltar à Câmara partiu dos ministros Leonardo Picciani (Esporte) e Maurício Quintella Lessa (Transportes), ao que o presidente “reagiu positivamente”. Picciani teria sugerido já retornar agora, e Quintella mostrou interesse em retornar apenas no dia da votação da denúncia em plenário.

A ofensiva já foi usada por Temer na votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) do teto, em outubro do ano passado, quando ministros foram temporariamente exonerados e retornaram ao Congresso para ajudar o governo. Em abril deste ano, Temer lançou mão novamente do trunfo, e exonerou ministros para que votassem a reforma trabalhista na Câmara. A estratégia seria novamente usada na votação da reforma da Previdência, mas, diante da crise política, ela acabou não chegando a ir a voto no plenário.

Além de Picciani e Quintella, que já se disponibilizaram a voltar à Câmara, também poderão retomar os mandatos legislativos os ministros Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Ricardo Barros (Saúde), Mendonça Filho (Educação), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Raul Jungmann (Defesa), Marcos Pereira (Indústria e Comércio), Ronaldo Nogueira (Trabalho), Marx Beltrão (Turismo) e Sarney Filho (Meio Ambiente).

Voto do relator

Partidos aliados ao presidente veem o voto do relator da denúncia na CCJ, Sergio Zveiter (PMDB-RJ), como momento determinante para Temer.
Se o relatório for a favor da denúncia por corrupção passiva apresentada pelo Ministério Público contra Temer, as chances de ele se recuperar são consideradas baixas. Isso porque Zveiter é do mesmo partido do presidente.

Se o próprio partido de Temer não quer salvá-lo, será, na avaliação de membros da base, um sinal verde para que o restante dos partidos aliados sigam também no mesmo caminho de aceitação da denúncia. O voto do relator será apresentado na próxima segunda-feira (10). Em seguida, advogados de defesa de Temer discursarão contra a peça acusatória preparada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. (AG)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

“Nós vamos retomar o governo do Brasil”, disse o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu
Base governista mantém a previsão de votar a reforma trabalhista na próxima terça-feira
Deixe seu comentário
Pode te interessar