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Cláudio Humberto Temor é que pré-candidato Pacheco anule o governo

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(Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal)

Criando dificuldades para pautar votação de projetos e reformas essenciais ao País, o pré-candidato a presidente da República Rodrigo Pacheco já está sob observação dos líderes do Senado. O temor é que, para prejudicar o atual presidente da República e favorecer seu próprio projeto eleitoral, Pacheco simplesmente paralise e imobilize o governo, que necessita de autorização legislativa para implantar suas pautas.

Há precedentes
Rompido com Dilma Rousseff, o então presidente da Câmara Eduardo Cunha paralisou o governo petista, “segurando” votações importantes.

Candidato ansioso
A classe política reagiu com preocupação ao açodamento de Pacheco, muito ansioso na tentativa de emplacar sua candidatura presidencial.

Papel efetivo
O temor é que, para se credenciar à vaga de vice de Lula, uma de suas opções, Pacheco pode assumir papel efetivo na paralisia do governo.

Roda presa
A falta de votações pode demorar a ser percebida pela opinião pública porque, afinal, a presidência Pacheco já firma reputação de “roda presa”.

Desde julho, o Brasil imuniza o dobro dos EUA
O Brasil aplicou 174 milhões de doses desde 1º de julho, o que equivale a média diária de 1,45 milhão de vacinas aplicadas nos últimos quatro meses. O ritmo brasileiro é quase o dobro dos Estados Unidos, que aplicaram 88,5 milhões de doses no mesmo período, e explica por que os brasileiros ultrapassaram os norte-americanos na vacinação proporcional. E enquanto os números da pandemia caem por aqui, nos EUA sofrem uma “quarta onda”, com crescimento de casos e óbitos.

Estágios diferentes
No Brasil, 74,5% da população recebeu uma dose e 52% está imunizada com duas ou dose única. Nos EUA são 65,6% e 56,7%, respectivamente.

Números da dor
Nos últimos 119 dias, os EUA registraram 139.030 mortes ou 1.168 por dia. Enquanto isso, o Brasil perdeu 88.433 vidas, média de 743 por dia.

No pódio
Os últimos quatro meses consolidaram o Brasil como terceiro país, às vezes o segundo, que mais vacina contra a covid, atrás de Índia e China.

Tamos aí
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, admitiu pela primeira vez, nesta quarta (27), deixar o cargo para disputar mandato eletivo, em 2022. Bolsonaro deseja que ele se candidate ao governo de São Paulo.

Mais perto do fim
Um dos motivos que levaram Brasília, Rio de Janeiro e outras cidades a suspender a obrigatoriedade da máscara é que o Brasil tem menos de 200 mil casos ativos de covid pela primeira vez desde maio de 2020.

Sem serventia
Rodrigo Maia volta ao mandato prometendo “liderar a oposição”. Sua longa e solitária caminhada ao gabinete, ontem, mostrou que se ele liderasse alguma coisa, Baleia Rossi seria o presidente da Câmara.

No popular
José Medeiros (Pode-MT) ironizou Marcelo Freixo (Psol-RJ) por pedir a prisão de Jair Bolsonaro, em cujo governo “não tem corrupção”, após agir contra “operações nos morros durante a pandemia”.

Bye, bye
A sul-africana Sibanye negocia com o fundo londrino Appian a compra da Mineração Vale Verde, que opera a mina de Serrote, em Alagoas, prometendo produzir 50 mil toneladas de concentrado de cobre por ano.

Máximo é média
O preço recorde de R$7 por litro de gasolina assustava, mas já é quase o novo normal. O preço médio na região Centro-Oeste passou de R$ 6,52, o mais caro do país, segundo levantamento TicketLog em 21 mil postos.

Contra perseguição
A alegada perseguição a prefeitos pelo governo Flávio Dino pavimentou o caminho de opositores como o deputado Josimar de Maranhãozinho (PL-MA), que tenta ser opção de terceira via ao governo do Estado.

Modernidade no campo
Cooperativas de pequenos produtores no Distrito Federal terão encontro com a Conab para entender o funcionamento do “Leilão pra Você”, que viabiliza a venda ou troca de produtos agropecuários por meio eletrônico.

Pensando bem…
…se a Petrobras continuar assim, os caminhoneiros vão parar por não ter como abastecer e não para fazer greve.

PODER SEM PUDOR
Lula quase matou Fidel
No início dos anos 1990, o presidente de Cuba, Fidel Castro, foi almoçar na casa de Lula, em São Bernardo do Campo (SP). D. Marisa teve de cozinhar sob a vigilância da segurança cubana. Ela compreendeu: afinal, a CIA tentava matar o homem há décadas. Mas Fidel meteu um bife rolê inteiro na boca e se engasgou com o palito. Ficou roxo, fez cara de pânico, todos ficaram apavorados, um inferno, até Lula aplicar um providencial tapa em suas costas. Um alívio. Após as despedidas, Lula comentou na porta de casa: “Quase matei o Fidel, coisa que nem a CIA conseguiu…”

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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