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Política Em depoimento à CPI do 8 de janeiro, o coronel Mauro Cid se nega a dizer até sua idade. Presidente da Comissão fala em denunciá-lo ao Supremo

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O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou que ficaria em silêncio durante o depoimento

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou que ficaria em silêncio durante o depoimento. (Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), afirmou nesta terça-feira (11) que estuda “medidas cabíveis” contra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Maia deu a declaração após Mauro Cid ter se negado a responder a todas as perguntas feitas pelos parlamentares durante a sessão encerrada após cerca de 6 horas. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou que ficaria em silêncio durante o depoimento. Cid como base a decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o autorizou a ficar calado quando fosse perguntando sobre assuntos que pudessem incriminá-lo.

Na abertura, Arthur Maia já havia dito a Cid que, embora tivesse obtido a decisão do STF, estaria obrigado a responder às perguntas que não fossem relacionadas às investigações sobre ele.

O tenente-coronel se manteve em silêncio até mesmo durante pergunta da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que o questionou sobre qual a idade tem. Mauro Cid disse que ficaria em silêncio. Com a negativa, o presidente da comissão levantou a possibilidade de fazer uma denúncia contra Cid perante o STF devido ao seu comportamento.

“Isso acarretará na necessidade de nós […] apresentarmos uma denúncia contra o senhor Cid ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que a ministra do Supremo determinou que, aquilo que não o incriminasse, ele tinha obrigação de responder, uma vez que ele não está aqui só como depoente, mas como testemunha. É o procedimento que ele está adotando e, obviamente, cabe à CPI adotar as medidas cabíveis”, disse o presidente da CPMI.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou durante a sessão que Mauro Cid está preso ilegalmente, classificando acusações contra ele como “criminosas e caluniosas”.

“Se condena tanto aqui a postura de Moro, mas o que acontece hoje é muito além daquilo que foi proibido naqueles tempos, que era a prática de condução coercitiva”, disse.

A CPMI é formada por 32 titulares (16 senadores e 16 deputados federais) e 32 suplentes. Governistas devem ter o apoio de 14 a 18 parlamentares titulares. O restante é composto por independentes e oposicionistas.

No celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a Polícia Federal encontrou mensagens sobre um possível golpe de Estado. Entre os interlocutores, estava o coronel Jean Lawand Junior, que cobrava Cid para que fosse colocado em prática um plano, em oito etapas, para que as Forças Armadas assumissem o comando do País diante da derrota de Bolsonaro nas urnas.

Desde que foi preso, no início de maio, o tenente-coronel já foi ouvido seis vezes pela Polícia Federal. Cid foi preso por suspeita de participação em um suposto esquema de fraude em certificados de vacinação durante a pandemia de Covid-19. Ele também é investigado em outros dois inquéritos que apuram o seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro e no caso das joias recebidas da Arábia Saudita pelo governo Bolsonaro.

 

 

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16 Comentários
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Miltch Mitch
11 de julho de 2023 23:34

Grande ten coronel. Tem que rir destes vagabundos.

Dirce Rosenfeld
11 de julho de 2023 23:58

Permanece calado…nós pagando essa palhaçada 🥳🤯 toda. Vergonha do Exército! deviam virar a mesa. Meter ess petralhada na cadeia!

Dirce Rosenfeld
12 de julho de 2023 00:00

Até acho que as FFAA RIEM DESSES VAGABUNDOS. E O POVO MERECE SER REPRESENTADO POR UM CONDENADO E GOVERNADO POR UMA MÁFIA?

Dirce Rosenfeld
12 de julho de 2023 00:01

O Exército não honra a farda que veste…triste isso tudo!

Nilton G Veiga
12 de julho de 2023 00:57

Tem que responder nada para esses palhaços, ou seriam pizzaiolos.
CPMI, circo e pizzaria, na política, é tudo a mesma coisa.

Caio Ribeiro
12 de julho de 2023 02:25

Calado igual um marginal na frente de um delegado!

Jairo Vivian
12 de julho de 2023 11:14

Alto nível é roubar e mentir. kkkkkkk

Ck Ps
12 de julho de 2023 04:10

q nível baixo essa galera bolsonarista

Adroaldo Mousquer
12 de julho de 2023 09:10

Quanto custa aos contribuintes reunir toda a “corte” para “ouvir” um denunciado que se nega a falar. O preso comum não acredita que se possa fazer isso. Não é qualquer um que debocha da lei e de juízes

Jairo Vivian
12 de julho de 2023 11:14

kkkkkkkkkkkkk Piada boa

Eloa Guterres
12 de julho de 2023 10:47

Tem gente acho bom esse pilantra nao falar. Mas coquem ele na papuda junto com os outros presos que tenho certeza que vai falar rapidinho!! Essa diferença é que incomoda. Ele que aguarde e vai ver se nao vai falar. Só uma pergunta: nao fala porque? Porque é verdadeira a acusação e tem medo de se complicar mais.

Getulio Dos Santos Dias
12 de julho de 2023 11:40

Mais um militar renegado que se vendeu por uns trocados.Agora, está pagando o pato. O que será que a AMAN pensa disso? Vai verificar seus conceitos?

Vanderlei Stefani
12 de julho de 2023 14:33

É esta a CPMI que a extrema direita queria, fazer as FFAA passarem vergonha.

Eloa Guterres
12 de julho de 2023 16:46

Piada e ver esse pilantra calado para nao se complicar mais ainda.

Cezar Roldão Schuaste
12 de julho de 2023 20:02

STF vai mandar prender o preso( politico)??

Cezar Roldão Schuaste
12 de julho de 2023 20:05

É mais um preso politico, e esta regra não é boa nem para Grêmio, Juventude, Inter ou Caxias..

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