Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 11 de julho de 2023
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou que ficaria em silêncio durante o depoimento
Foto: Bruno Spada/Câmara dos DeputadosO presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), afirmou nesta terça-feira (11) que estuda “medidas cabíveis” contra o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Maia deu a declaração após Mauro Cid ter se negado a responder a todas as perguntas feitas pelos parlamentares durante a sessão encerrada após cerca de 6 horas. O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro informou que ficaria em silêncio durante o depoimento. Cid como base a decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), que o autorizou a ficar calado quando fosse perguntando sobre assuntos que pudessem incriminá-lo.
Na abertura, Arthur Maia já havia dito a Cid que, embora tivesse obtido a decisão do STF, estaria obrigado a responder às perguntas que não fossem relacionadas às investigações sobre ele.
O tenente-coronel se manteve em silêncio até mesmo durante pergunta da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que o questionou sobre qual a idade tem. Mauro Cid disse que ficaria em silêncio. Com a negativa, o presidente da comissão levantou a possibilidade de fazer uma denúncia contra Cid perante o STF devido ao seu comportamento.
“Isso acarretará na necessidade de nós […] apresentarmos uma denúncia contra o senhor Cid ao Supremo Tribunal Federal, haja vista que a ministra do Supremo determinou que, aquilo que não o incriminasse, ele tinha obrigação de responder, uma vez que ele não está aqui só como depoente, mas como testemunha. É o procedimento que ele está adotando e, obviamente, cabe à CPI adotar as medidas cabíveis”, disse o presidente da CPMI.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou durante a sessão que Mauro Cid está preso ilegalmente, classificando acusações contra ele como “criminosas e caluniosas”.
“Se condena tanto aqui a postura de Moro, mas o que acontece hoje é muito além daquilo que foi proibido naqueles tempos, que era a prática de condução coercitiva”, disse.
A CPMI é formada por 32 titulares (16 senadores e 16 deputados federais) e 32 suplentes. Governistas devem ter o apoio de 14 a 18 parlamentares titulares. O restante é composto por independentes e oposicionistas.
No celular do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a Polícia Federal encontrou mensagens sobre um possível golpe de Estado. Entre os interlocutores, estava o coronel Jean Lawand Junior, que cobrava Cid para que fosse colocado em prática um plano, em oito etapas, para que as Forças Armadas assumissem o comando do País diante da derrota de Bolsonaro nas urnas.
Desde que foi preso, no início de maio, o tenente-coronel já foi ouvido seis vezes pela Polícia Federal. Cid foi preso por suspeita de participação em um suposto esquema de fraude em certificados de vacinação durante a pandemia de Covid-19. Ele também é investigado em outros dois inquéritos que apuram o seu envolvimento nos atos de 8 de janeiro e no caso das joias recebidas da Arábia Saudita pelo governo Bolsonaro.
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Grande ten coronel. Tem que rir destes vagabundos.
Permanece calado…nós pagando essa palhaçada 🥳🤯 toda. Vergonha do Exército! deviam virar a mesa. Meter ess petralhada na cadeia!
Até acho que as FFAA RIEM DESSES VAGABUNDOS. E O POVO MERECE SER REPRESENTADO POR UM CONDENADO E GOVERNADO POR UMA MÁFIA?
O Exército não honra a farda que veste…triste isso tudo!
Tem que responder nada para esses palhaços, ou seriam pizzaiolos.
CPMI, circo e pizzaria, na política, é tudo a mesma coisa.
Calado igual um marginal na frente de um delegado!
Alto nível é roubar e mentir. kkkkkkk
q nível baixo essa galera bolsonarista
Quanto custa aos contribuintes reunir toda a “corte” para “ouvir” um denunciado que se nega a falar. O preso comum não acredita que se possa fazer isso. Não é qualquer um que debocha da lei e de juízes
kkkkkkkkkkkkk Piada boa
Tem gente acho bom esse pilantra nao falar. Mas coquem ele na papuda junto com os outros presos que tenho certeza que vai falar rapidinho!! Essa diferença é que incomoda. Ele que aguarde e vai ver se nao vai falar. Só uma pergunta: nao fala porque? Porque é verdadeira a acusação e tem medo de se complicar mais.
Mais um militar renegado que se vendeu por uns trocados.Agora, está pagando o pato. O que será que a AMAN pensa disso? Vai verificar seus conceitos?
É esta a CPMI que a extrema direita queria, fazer as FFAA passarem vergonha.
Piada e ver esse pilantra calado para nao se complicar mais ainda.
STF vai mandar prender o preso( politico)??
É mais um preso politico, e esta regra não é boa nem para Grêmio, Juventude, Inter ou Caxias..