Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 13 de novembro de 2023
O grupo terrorista Hamas recusou a oferta de Israel, no domingo (12), para abastecer o hospital Al-Shifa, a maior unidade de saúde da Faixa de Gaza. As FDI (Forças de Defesa de Israel) iriam fornecer 300 litros de combustíveis para fins médicos urgentes.
O gerador do hospital precisa de combustível para o atendimento médico não ser interrompido. Segundo as FDI, o CEO do Ministério da Saúde do Hamas, Yosef Abu Rish, proibiu o centro médico de receber a oferta israelense.
No sábado (11), o Exército de Israel ainda afirmou que ajudaria a evacuar bebês do hospital Al-Shifa. A área é palco de conflitos entre as tropas israelenses e os terroristas do Hamas.
As FDI também informaram que mataram Ahmed Siam, terrorista do Hamas responsável por manter aproximadamente mil residentes e pacientes de Gaza reféns no hospital Rantisi.
Siam impedia a saída do grupo em direção ao sul, onde a ameaça é menor. Segundo os israelenses, o terrorista comandava a Companhia Naser Radwan, do Hamas, e usava civis de Gaza como escudo humano para fins terroristas.
O hospital está sob constantes bombardeios, enquanto o exército se aproxima das instalações. Por conta dos ataques, o hospital ficou sem combustível e teve as operações comprometidas.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi questionado pela NBC News se as alegações israelenses de que o Hamas tinha um posto de comando sob o principal hospital de Gaza justificavam colocar em risco a vida de pessoas doentes e bebês.
“Pelo contrário, oferecemos, na verdade, ontem à noite, fornecer-lhes combustível suficiente para operar o hospital, operar as incubadoras e assim por diante, porque não (temos) nenhuma batalha com pacientes ou civis”, disse Netanyahu.
Os militares de Israel disseram que estavam prontos para evacuar os bebês de Al Shifa no domingo, mas as autoridades palestinas disseram que as pessoas lá dentro ainda estavam presas, com três recém-nascidos mortos e dezenas em risco devido a uma queda de energia. A luta está acontecendo nas proximidades.
Agências humanitárias da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram nessa segunda-feira (13) que, de 36 hospitais em Gaza, 20 estão fechados devido aos bombardeios na guerra entre Israel e Hamas.
“Aqueles que ainda funcionam estão sob enorme pressão e só podem fornecer serviços de emergência, cirurgias que salvam vidas e serviços de cuidados intensivos muito limitados”, afirma as agências (UNFPA, UNICEF e OMS) em comunicado.
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, afirmou que Israel ofereceu 300 litros de combustível, mas que essa quantidade abasteceria o hospital por apenas meia hora – o hospital, segundo o Hamas, precisa de 8.000 a 10.000 litros de combustível por dia.
Além dos pacientes, o hospital Al-Shifa também tem servido de abrigo para a população local. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há cerca de 2.300 pessoas dentro do hospital.
“A situação (no hospital Al-Shifa) é terrível e perigosa”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. As informações são dos portais de notícias R7 e G1.
Os comentários estão desativados.