Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de abril de 2024
O delegado que investiga o caso do idoso que foi levado morto em uma cadeira de rodas para atendentes de um banco na Zona Oeste do Rio de Janeiro na terça-feira (16) afirma que a polícia está certa de que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, já estava morto antes de entrar na agência.
“A investigação desde a data do fato já evoluiu a ponto de a gente poder afirmar que ele já estava morto, no momento em que entra no banco. O médico que o atendeu dentro do banco disse que já havia sinais cadavéricos e isso acontece após 2 horas da morte. Analisando as imagens, quando ele entra é visível que ele está morto”, disse Fábio Souza, titular da 34ªDP (Bangu).
A polícia também tem muitas perguntas não respondidas. O delegado quer mais detalhes sobre o tempo que Paulo Roberto passou dentro do carro de aplicativo que o levou com a sobrinha para a região do banco e sobre o momento da chegada.
A polícia quer voltar a ouvir o motorista. Também pediu quebra de sigilo para apurar se a sobrinha do “Tio Paulo”, Erika de Souza Vieira Nunes, pegou empréstimo em outras agências
O registro da chamada no aplicativo mostra que a corrida começou ao 12h36 no endereço de Paulo Roberto, em Bangu. A corrida foi encerrada em 12h57.
As câmeras do shopping perto do banco mostram que o carro entrou no estacionamento um pouco antes, ao 12h52.
No depoimento, o motorista Daniel Esteves de Brito Neto disse que entrou com o veículo no estacionamento, que Érika desembarcou e foi pegar a cadeira de rodas e que ele chegou a segurar a cadeira de rodas para que a sobrinha tirasse Paulo do carro.
Daniel disse também que quando Érika estava tirando Paulo do carro, “ele chegou a segurar na porta do carro”. Apesar de a transcrição do depoimento estar confusa nesse trecho, o delegado explicou que quando Daniel diz “ele”, está querendo dizer que Paulo Roberto segurou a porta.
O motorista encerra o depoimento dizendo que Érika saiu do estacionamento empurrando a cadeira e ele foi embora.
A hipótese de que Paulo Roberto tenha morrido durante o trajeto para o banco não está descartada. O laudo do IML aponta a broncoaspiração como uma das causas da morte.
O médico geriatra Áureo do Carmo Filho explica que a broncoaspiração geralmente é um momento muito ruidoso, acompanhado de tosses intensas, mesmo assim, ele diz, embora seja muito pouco provável, não é impossível que Paulo Roberto tenha morrido em silêncio.
Érika está presa por tentativa de furto mediante fraude e vilipêndio de cadáver. A defesa dela alega que o idoso chegou vivo ao banco. Na quinta-feira (18), a advogada que representa Érika entrou com um pedido de habeas corpus, na 2ª Vara Criminal de Bangu, para que ela responda em liberdade durante as investigações. As informações são do portal de notícias G1.
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