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Política “Todos sabem o que a Dilma passou”, defende Lula

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Lula vai à Índia para assumir presidência do G20. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender que a ex-presidente Dilma Rousseff merece um “pedido de desculpas” depois que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) decidiu arquivar ação de improbidade pelas “pedaladas fiscais” contra ela. A acusação foi uma das bases para o afastamento da petista e, consequentemente, para o impeachment que colocou fim ao seu mandato em 2016.

“A Dilma foi condenada por uma pedalada [fiscal] e ela não cometeu nenhum crime. Algum pedido de desculpas, alguém, em algum momento, tem que fazer. Houve a destruição da imagem da pessoa durante vários anos, todos sabem o que a Dilma passou”, defendeu Lula em cerimônia, no Piauí, para lançamento do “novo PAC”, versão repaginada do Programa de Aceleração do Crescimento.

Recentemente, após o entendimento do TRF-1, deputados do PT protocolaram projeto de resolução que busca anular o impeachment dela. A proposta precisa ser aprovada, no entanto, pelo Congresso. Os atuais presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), por sua vez, votaram a favor da condenação de Dilma em 2016.

O projeto de anulação do impeachment foi protocolado justamente após Lula defender, há algumas semanas, uma “reparação” histórica à aliada. A proposta em questão foi assinada por 23 deputados do partido, entre eles a presidente Gleisi Hoffmann (PT-PR), e também pelo líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

Se o projeto for aprovado, seriam anuladas as sessões da Câmara de 17 de abril de 2016 e do Senado de 11 de maio de 2016 (admissibilidade do impeachment) e 31 de agosto de 2016 (julgamento). Seria uma devolução “simbólica” do mandato, nos moldes do que ocorreu com o ex-presidente João Goulart em 2012, já que a petista não retornaria ao cargo.

Impeachment

Após Lula ter afirmado em coletiva que é preciso discutir uma forma de reparar Dilma e que a perda do mandato da ex-presidente foi um golpe de Estado, 41 deputados assinaram o seu mais recente pedido de impeachment. Entre eles, cinco parlamentares filiados a partidos da base do governo: MDB, PSD e União Brasil que, juntos, lideram oito ministérios.

A iniciativa do bolsonarista Sanderson (PL-RS) é uma reação às declarações de Lula no último final de semana, quando estava em Angola. Na última sexta-feira (25), ele afirmou que o Brasil devia um pedido de desculpas a sua correligionária:

“O fato da presidente Dilma ter sido absolvida pelo Tribunal Federal de Brasília demonstra que o Brasil deve desculpas à presidente Dilma, porque ela foi cassada de forma leviana”, disse.

O impasse com a oposição respingou em parlamentares que, apesar de integrarem a base de Lula, assinaram o documento. São eles Sargento Fahur (PSD-PR), Rodrigo Valadares (União-SE), Delegado Palumbo (MDB-SP), Coronel Assis (União-MT) e Osmar Terra (MDB-RS).

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