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Saúde Tontura ao levantar: médica explica quando o sintoma é normal e quando pode ser grave

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A sensação de tontura, visão escurecida ou desequilíbrio ao levantar rápido é comum, mas nem sempre inofensiva. (Foto: Reprodução)

Levantar da cama rápido demais, sentir a visão escurecer por alguns segundos, perder o equilíbrio ou precisar se apoiar na parede. Embora muita gente trate isso como algo banal do dia a dia, a tontura ao se levantar pode ter diferentes causas – e algumas delas merecem atenção.

A sensação costuma acontecer quando o corpo muda rapidamente da posição deitada ou sentada para em pé. Em muitos casos, o organismo consegue se adaptar em segundos. Em outros, porém, o sintoma pode indicar desidratação, uso inadequado de medicamentos, problemas de circulação e até alterações cardíacas ou neurológicas.

Para entender quando a tontura é considerada comum e quando ela deixa de ser apenas um desconforto passageiro, veja a seguir o que diz a médica geriatra Dra. Victoria Marinho Gava Leal. Segundo a especialista, o sintoma é especialmente frequente entre idosos, mas pode atingir pessoas de diferentes idades.

“Quando o corpo muda da posição sentada ou deitada para em pé, a gravidade puxa o sangue para as veias das pernas e do abdômen. Com isso, menos sangue retorna ao coração, resultando em hipotensão postural e menor fluxo sanguíneo cerebral, causando sensações de tontura, visão turva e desequilíbrio”, explica.

Quando a tontura deixa de ser normal? Nem toda tontura representa um problema grave, mas existem sinais de alerta importantes. A médica afirma que episódios acompanhados de desmaio repentino merecem investigação imediata. “A tontura que consideramos mais preocupante é a síncope, quando o paciente simplesmente cai, sem perceber que isso vai acontecer, sem tempo para sentar, se apoiar ou pedir ajuda”, alerta.

A chamada hipotensão postural é uma das causas mais comuns desses episódios. O quadro acontece quando há uma queda brusca da pressão arterial ao levantar. “A hipotensão postural é definida como uma queda abrupta da pressão arterial sistólica em 20 mmHg ou da diastólica em 10 mmHg no primeiro minuto após ficar em pé”, explica.

Segundo a especialista, além da hipotensão, outras condições também podem provocar tontura, como labirintite, vertigem posicional paroxística benigna, ansiedade e enxaqueca.

A geriatra explica que idosos costumam apresentar mais fatores de risco para esse tipo de sintoma. “Os idosos são a população de maior risco para tontura por fatores como uso de muitos medicamentos, desidratação, inapetência e baixa ingestão alimentar”, afirma.

Mas isso não significa que jovens estejam livres do problema. A médica destaca que mulheres jovens podem apresentar episódios relacionados à síndrome vasovagal, condição que pode provocar tontura intensa e até desmaios.

Hábitos que aumentam o risco de tontura: Algumas situações do cotidiano favorecem quedas de pressão e aumentam as chances de sentir tontura ao levantar. Entre os principais fatores estão:

– Jejum prolongado;

– Desidratação;

– Estresse emocional;

– Levantar rapidamente;

– Uso de medicamentos específicos.

“Medicamentos como anti-hipertensivos, relaxantes musculares, ansiolíticos, opioides e até remédios para glicose podem favorecer a tontura e até causar quedas”, alerta.

Quando a tontura pode indicar algo grave? Em alguns casos, a tontura pode ser um sinal de problemas mais sérios envolvendo coração ou cérebro. “Se a tontura evoluir com desmaio e perda da consciência, isso pode sugerir infarto agudo do miocárdio, arritmias cardíacas malignas ou até um acidente vascular encefálico”, explica. Nessas situações, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente.

O que ajuda a evitar a tontura ao levantar? Pequenas mudanças na rotina podem ajudar bastante a reduzir os episódios. A médica recomenda:

– Levantar devagar, passando primeiro pela posição sentada;

– Manter uma boa hidratação ao longo do dia;

– Ter alimentação equilibrada;

– Praticar atividade física regularmente;

– Fortalecer os músculos das pernas para melhorar a circulação.

“Sempre que possível, também é importante revisar medicações que possam estar relacionadas aos sintomas, mas isso deve ser feito com avaliação médica”, finaliza. As informações são do jornal O Globo.

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