Terça-feira, 18 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2025
O levantamento tem por base os dados do IRPF de 2024 (ano-base 2023)
Foto: Joédson Alves/Agência BrasilTrabalhadores que recebem acima de R$ 6 mil por mês pagam mais IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) do que os milionários no Brasil, segundo um estudo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal).
O levantamento tem por base os dados do IRPF de 2024 (ano-base 2023), quando o salário mínimo era de R$ 1.320.
Segundo a pesquisa, os milionários brasileiros pagaram, em média, uma alíquota efetiva de 5,28% naquele ano — maior apenas que a dos trabalhadores com renda entre 1 e 5 salários mínimos (de R$ 1.320 a R$ 6.600). Nesse caso, as alíquotas efetivas iam de 0,61% a 3,59%.
A pior situação é a dos trabalhadores do “meio da pirâmide”. Entre 5 e 7 salários mínimos, a alíquota efetiva foi de 6,63%. O imposto atingiu o ápice para os salários de R$ 19.800 a R$ 26.400 (15 a 20 salários mínimos), chegando a 11,40%. Isso é mais do que o dobro da taxa paga pelos milionários.
Segundo o sindicato, os dados mostram uma relação crescente entre a renda total declarada e a renda isenta e não tributável — ou seja, quanto mais rico é o contribuinte, maior também a fatia livre de impostos.
Ainda segundo o sindicato, entre os que recebem acima de 240 salários mínimos por mês (R$ 316.800), cerca de 71% dos rendimentos (R$ 224.928) correspondem à renda isenta e não tributável.
Já nas faixas de renda mais baixas, ocorre o oposto: em alguns casos, apenas 5% da renda é isenta, segundo o Sindifisco.
Lucros e dividendos
De acordo com o presidente do sindicato, Dão Real Pereira dos Santos, a parcela da renda atribuída a lucros e dividendos, que são isentos de tributação, tem aumentado cada vez mais na composição da renda.
Os dados analisados pelo estudo, por exemplo, indicam que aproximadamente 35% do total da renda declarada no IRPF 2024 (ano-base 2023) pelos brasileiros responde por rendimentos isentos e não tributáveis.
Dessa parcela, cerca de 35% correspondem à categoria de lucros e dividendos recebidos – o que totalizou mais de R$ 700 bilhões no ano, um aumento de cerca de 14% em relação a 2022, quando somaram R$ 614,9 bilhões.
“Essa mudança na lei, que isentou lucros e dividendos, também deu início ao processo que chamamos de ‘pejotização’, ou seja, de trabalhadores sendo convertidos a pessoas jurídicas justamente para receberem lucros isentos em vez de salários tributados”, afirmou Santos.
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É bem pior ….O funcionario recebe R$ 1000….e a empresa paga mais de R$ 1000 para o Governo.
Ou seja o Estado ganha mais que o Funcionario.
Não deveria haver imposto sobre salário das pessoas físicas!!!!
Já vimos este tipo de noticia… É PARA LEGITIMAR MAIS AUMENTO DE IMPOSTOS….O QUE VA ACONTECER???
Estes vão continuar pagando…..e eles vão caçar, empobrecer outros brasileiros…..
NÃO PASSA UM DIA SEM QUE ESTA MAQUINA DE DESTRUIÇÃO ANUNCIE OUTRO IMPOSTO, TAXA…
Vcs sabem quanto o brasileiro pagava de Imposto quando o Brasil Colonia disse um Basta para Portugal ???….MENOS DE 20% …..
HOJE ESTA TIRANIA LULISTA NOS ROUBA MAIS DE 50%….