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Política Tribunal de Contas da União diz que Exército gastou verba de combate à covid com carnes nobres

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Os gastos foram com salgados, sorvetes e refrigerantes, além de 12 mil quilos de carnes bovinas de cortes nobres.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Os gastos foram com salgados, sorvetes e refrigerantes, além de 12 mil quilos de carnes bovinas de cortes nobres. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Uma fiscalização do Tribunal de Contas da União apontou que o Exército gastou mais de R$ 700 mil em recursos destinados ao combate à pandemia da covid com salgados, sorvetes e refrigerantes, além de 12 mil quilos de carnes bovinas de cortes nobres, como filé mignon e picanha. Para a área técnica da Corte, as compras infringiram os princípios da razoabilidade e do interesse público vez que foram realizadas “no contexto de crise social e econômica, com recursos oriundos de endividamento da União, de crédito extraordinário e ignorando opções mais vantajosas”.

As informações contam de acórdão datado da última quarta-feira (29), lavrado no bojo de um acompanhamento realizado a pedido da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. O Congresso pediu a apuração de possíveis irregularidades na aplicação de recursos do Sistema Único de Saúde destinados ao combate à covid.

Os valores averiguados pelo TCU foram repassados pelo Ministério da Saúde ao Ministério da Defesa por meio de medidas provisórias assinadas em 2020. A auditoria analisou gastos realizados pelas Forças Armadas, usando tais recursos, com gêneros alimentícios, manutenção de bens imóveis e serviços de água e esgoto e de energia elétrica.

Durante a análise, a área técnica da Corte de Contas identificou despesas de R$ 255.931,77 com “salgados diversos típicos de coquetel, sorvetes e refrigerantes”. Para a Secretaria de Controle Externo da Defesa Nacional e da Segurança Pública, “em razão do baixo valor nutritivo e sua finalidade habitual” de tais alimentos, “muito provavelmente não teriam sido utilizadas para o reforço alimentar da tropa empregada na Operação Covid”.

Além disso, foi constatada a compra, por apenas duas organizações militares, “de elevada quantidade de carnes bovinas de cortes nobres, filé mignon e picanha, 12 mil kg, total de R$ 447.478,96, representando 21,7% do total despendido por todas as unidades do Exército com carne bovina em geral, que foi de R$ 2.063.859,33”.

Por outro lado, na avaliação da área técnica do TCU, a compra violou os princípios da razoabilidade e do interesse público, considerando a “utilização de recursos tão caros à sociedade, oriundos de endividamentos da União que agravaram ainda mais a crise econômica e social vivenciada pelo Brasil, para a aquisição de artigos de luxo, quando disponíveis alternativas mais baratas e que igualmente cumpriam a finalidade pretendida”.

Os gastos foram somente parte das irregularidades identificadas pelo Tribunal de Contas da União ao analisar como as Forças Armadas gastaram os recursos a elas repassados para auxiliar no combate à covid. As despesas com gêneros alimentícios identificadas, no entanto, foram realizadas somente pelo Exército. O TCU chega a questionar que 50% dos gastos beneficiaram organizações que não possuem tropa, o que pode afastar o “argumento de maior gasto calórico por desgaste físico em operações militares para justificar as aquisições dos gêneros alimentícios questionados”.

Em julgamento na quarta-feira (29), o TCU usou o relatório para fazer uma série de recomendações ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos com relação a um decreto que trata da “descentralização de créditos entre órgãos e entidades da administração pública federal integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União”.

O colegiado mandou informar ao Ministério da Saúde sobre a irregularidade da “inexistência, nos processos de gestão das transferências de recursos ao Ministério da Defesa, de documentos hábeis a comprovar a realização dos apoios logísticos informados e a possibilitar a identificação plena dos bens e serviços adquiridos, com os custos unitários e totais”.

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Nicolas Marconi
4 de abril de 2023 03:12

Sim..e o Bozo estava junto aquele merda

Marlon Soares
4 de abril de 2023 03:19

E o tcu já descobriu onde foi para os 50 milhões do consórcio nordeste?

Vanderlei Ochoa
4 de abril de 2023 10:49

Nós somos da Pátria a guarda
Fiéis soldados
Por ela amados
Nas cores de nossa farda
Rebrilha a glória
Fulge a vitória

Em nosso valor se encerra
Toda a esperança
Que um povo alcança…See more

Ck Ps
4 de abril de 2023 12:58

isso, vai lá e dê sorvete do seu dinheiro para eles

Edson Arcanjo
4 de abril de 2023 10:54

Que bom, foi muito bem aproveitado..
Pior foi uns que compraram maconha,
Loja de vinhos……
Desviaram estas verbas pra pagar funcionalismo atrasado do Estado…..
Cambada de FDP…. BRASIL COMUNISTA

Fisco Paes
4 de abril de 2023 11:09

Tribunal de Contas da União diz que Exército gastou verba de combate à covid com carnes nobres!!!ue……

Ck Ps
4 de abril de 2023 12:27

q vergonha ter q pagar essa tetas enquanto o pais sem nada

Jorge Bressan
4 de abril de 2023 12:42

VIU O MITO PROMETEU CARNES NOBRES E PICANHA E CUMPRIU,JÁ O LADRÃO PROMETEU PICHANHA E AGORA ME VEM COM ABÓBORA. KKKKKKKK

Ck Ps
4 de abril de 2023 14:12

n é verdade, época da lava jato o Poder Judiciário atuou e tcu no impedimento da dilma tb atuou. Corrupção é perseguida pelo estado e deu. O problema é q o mito tinha essa bandeira de combate a corrupção e agora n tem mais. Simples, foi para vala comum

Alexandre Krause
4 de abril de 2023 13:42

E o dinheiro que o PT roubou no Mensalão, cadê?
E os partidos de esquerda, querendo que o GIlmar Mendes assuma a relatoria que retira a milta de bilhoes da Receita Federal com estes partidos no Mensalão?
TCU é um tribunal politico e no momento, está atras apenas de pessoas da direita.
Esquerda tudo pode .

Gerson Caravaca
4 de abril de 2023 16:23

vcs tem alguma tara por picanha… não e normal

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