Domingo, 24 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Tribunal de Contas da União aprova recomendações a órgãos públicos do setor elétrico

Compartilhe esta notícia:

Para a Aneel, o TCU recomendou que sejam analisados impactos financeiros futuros e o custo-benefício das políticas públicas adotadas.

Foto: Agência Brasil
Para a Aneel, o TCU recomendou que sejam analisados impactos financeiros futuros e o custo-benefício das políticas públicas adotadas. (Foto: Agência Brasil)

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta quarta-feira (15), recomendações para órgãos públicos ligados ao setor elétrico, cobrando uma estruturação das políticas públicas no setor para conter os aumentos da tarifa energética.

A decisão se deu durante a análise de uma auditoria feita pela área técnica do TCU, que identificou que as iniciativas do governo não são devidamente estruturadas como políticas públicas.

O Tribunal recomendou que o Ministério de Minas e Energia faça um programa sistematizado para monitorar e avaliar as políticas públicas do setor, além de incentivar a modernização e acompanhar os indicadores.

Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o TCU recomendou que sejam analisados impactos financeiros futuros e o custo-benefício das políticas públicas adotadas.

Foram analisadas as ações em relação à energia elétrica de 2013 a 2021 no chamado mercado regulado (o que inclui consumidores residenciais e a maior parte das empresas).

O relator do caso, ministro Benjamin Zymler, disse que muitas leis brasileiras impõem taxas sobre a energia elétrica pela facilidade em centralizar a arrecadação nas distribuidoras.

“A grande verdade é que a energia elétrica é um serviço público prestado a praticamente 99% dos brasileiros, isso significa que as distribuidoras de energia são arrecadadoras (de tributos) extraordinárias, porque podem atingir 99% dos brasileiros”, afirmou.

Zymler citou, ainda, dados que mostravam, entre outros pontos, que o Brasil é um dos países em que o salário médio de um cidadão consegue comprar menos energia.

O gráfico citado comparava o Brasil com diversos países. Para efeito de comparação, no caso da Arábia Saudita (1º lugar no gráfico), seria possível comprar mais de 35MWh com o salário médio. Na França (4º lugar), seria possível comprar quase 20MWh. No caso do Brasil, esse valor não chega a 5MWh.

“Aqui nesse gráfico, temos a quantidade de energia que o salário médio poderia adquirir. Vocês vejam que o Brasil está em último lugar, atrás de México, Argentina, Turquia, Itália, Japão, Reino Unido, Alemanha, Arábia Saudita”, afirmou.

Segundo a área técnica do TCU, o principal fator para o aumento dos preços da energia são os encargos e tributos que incidem na energia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Internet Brasil vai garantir banda larga gratuita para estudantes
Fifa divulga pôster oficial da Copa do Mundo de 2022
Pode te interessar