Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de janeiro de 2018
Após 12 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Porto Alegre condenou, na quinta-feira (25), Guilherme Antônio Nunes Zanoni pelo assassinato do síndico do seu prédio, localizado na avenida André da Rocha, no Centro da Capital. O crime ocorreu em novembro de 2015.
O juiz Orlando Faccini Neto, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, presidiu a sessão e fixou a pena em 17 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado. O réu, que é advogado, estava em prisão domiciliar pela inexistência de sala de Estado Maior. Porém, como não está mais exercendo a profissão, o magistrado encaminhou o criminoso ao Presídio Central.
Segundo a denúncia, o síndico do prédio, Oscar Vieira Guimarães Neto, 61 anos, foi abordado no corredor e levado até o apartamento do réu, onde foi morto a facadas. Na época do crime, Zanoni tinha 25 anos. O homicídio foi motivado por desentendimentos entre o advogado e o síndico.
Filho da vítima
Na época em que Zanoni deixou a cadeia para cumprir prisão domiciliar, por meio de um habeas corpus, o também advogado Rafael Guimarães, filho da vítima, disse que temia pela sua segurança. O assassino foi encontrado por Guimarães nas ruas de Porto Alegre em duas ocasiões no período de uma semana. “Eu participei das audiências como auxiliar de acusação. Estou com medo por mim e por minha família. Eu não sei o que pode acontecer”, disse Guimarães em entrevista ao jornal O Sul na época.
“Ele está tão livre quanto eu. Minha família e eu estamos em risco. Minha mãe precisa tomar remédios para dormir. Ficamos todos trancados em casa. Eu tive de mudar toda minha rotina, porque tenho medo de andar na rua”, declarou na ocasião o filho da vítima.
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