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Política Tribunal Superior Eleitoral começou nesta segunda testes do sistema de segurança das urnas eletrônicas

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Grupo de 39 especialistas irá analisar código-fonte das urnas e apresentar "plano de ataque" para apontar eventuais vulnerabilidades.

Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE
Previsão é de que 225 mil das 577 mil urnas usadas nessas eleições sejam do modelo atualizado, com novos dispositivos de segurança. (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou nesta segunda-feira (11) o teste público de segurança do sistema eletrônico de votação, com os pré-inscritos já podendo realizar a inspeção sobre os códigos-fontes do programa das urnas eletrônicas.

O grupo de 39 especialistas que se inscreveram será dividido, para evitar aglomerações, em instalações do TSE em Brasília para os testes no sistema eleitoral. Os voluntários terão todas as despesas custeadas pelo tribunal e entregarão as informações coletadas até 25 de outubro, com possibilidade de extensão do prazo final em até cinco dias.

Com as informações, os investigadores poderão elaborar planos de ataque que serão colocados em prática no teste para mostrar possíveis vulnerabilidades no sistema eletrônico eleitoral.

A previsão da aplicação do plano de ataque é prevista pelo TSE entre 22 e 26 de novembro. Caso sejam detectadas vulnerabilidades, o TSE tem até março de 2022 para corrigir as falhas. Depois, os investigadores voltam ao tribunal para certificar se as correções foram implementadas.

Segundo o secretário de tecnologia do TSE, Julio Valente, a inspeção dos códigos-fonte é essencial para que os participantes possam conhecer os softwares eleitorais e traçar as estratégias que serão adotadas durante o teste de segurança do sistema.

“Isso dá transparência total porque eles estão tendo acesso a todos os códigos-fonte e a todos os programas que são instalados nas urnas eletrônicas brasileiras”, justificou.

As medidas de segurança para as eleições de 2022 foram antecipadas pelo presidente do tribunal, o ministro do STF Luís Roberto Barroso, justamente para mostrar aos eleitores a lisura do sistema eleitoral.

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