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Brasil Troca de comando na Polícia Federal faz policiais reclamarem de instabilidade

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Há mandados em São Paulo e Belo Horizonte. (Foto: Agência Brasil)

A segunda substituição no comando da PF (Polícia Federal) em apenas 110 dias causou preocupação entre policiais federais pela instabilidade no órgão. Eles preveem uma terceira troca até o fim do ano, caso o presidente Michel Temer não consiga se reeleger ou eleger um sucessor.

Fernando Segovia assumiu o cargo de diretor-geral da coporação em 20 de novembro do ano passado e foi substituído na terça-feira (27) por decisão do novo ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Para o presidente da ADPF (Associação dos Delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva, a principal repercussão entre os policiais é a sensação de instabilidade na corporação. Quando um diretor-geral assume, tem por hábito substituir os responsáveis pelas seis diretorias que formam o comando da PF. Como efeito em cadeia, superintendentes regionais podem ser substituídos para acomodar aliados do novo diretor-geral de forma a alinhar os gestores do segundo escalão com o comando em Brasília.

“A instabilidade, para a instituição, é muito ruim. Eu acho que precisamos ter previsibilidade, não passar por tantas alterações. Essas mudanças são muito prejudiciais para uma Polícia Federal que tem tantos trabalhos em andamento”, disse o presidente da ADPF.

Paiva afirmou que suas críticas não se dirigem a Galloro, que é considerado um delegado capaz, está na PF desde 1995 e desempenhou diversas funções no órgão, mas sim às “constantes trocas”. Para ele, a instabilidade administrativa poderá afetar os diversos inquéritos mais sensíveis e que demandam mais gastos.

Segundo Paiva, o episódio reforça a necessidade da adoção, pelo Palácio do Planalto, de duas bandeiras históricas da ADPF: a escolha do nome do diretor-geral a partir de uma lista tríplice, na qual todos os delegados votariam, a exemplo do que ocorre há anos na escolha do chefe da Procuradoria-Geral da República, e a criação de um mandato de dois ou três anos para o cargo.

Em maio de 2016, quando surgiram rumores de que o então diretor-geral, Leandro Daiello, deixaria o cargo, a ADPF entregou ao governo o resultado de consulta aos delegados. Erika Marena, que por mais de dois anos atuou na Lava-Jato, recebeu 1.065 votos, seguida por Rodrigo Teixeira (924) e Marcelo Freitas (685). Erika foi recentemente nomeada superintendente da PF em Sergipe. O governo Temer resolveu não seguir a lista, nomeando Segovia.

O presidente da APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), Marcos Camargo, disse que a curta gestão de Segovia foi tumultuada, mas houve iniciativas positivas, cuja sequência agora entra em xeque. “No momento em que estávamos melhorando o clima interno, ocorrer uma mudança como essa vai gerar instabilidade interna”, declarou.

O presidente do Sindipol (Sindicato dos Policiais Federais) no Distrito Federal, Flávio Werneck, disse que uma troca na direção-geral “sempre preocupa porque a continuidade da administração é importante”. “Sempre que troca a direção, troca toda a espinha dorsal do departamento. Então, é bem problemático nesse sentido”, disse. Por outro lado, segundo o sindicalista, a nova gestão tem oportunidade de manter pontos positivos da gestão de Segovia, como “a retomada do diálogo e a tentativa de saneamento de problemas internos”.

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