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Mundo Trump anuncia tarifa global de 10% após Suprema Corte derrubar tarifaço

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Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais.

Foto: Reprodução
Trump afirmou que há "métodos ainda mais fortes" à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. (Foto: Reprodução)

Após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar, nesta sexta-feira (20), o tarifaço imposto por Donald Trump em abril do ano passado, o presidente norte-americano anunciou uma nova tarifa global de 10%, com efeito imediato. O anúncio foi feito na Truth Social, paralelamente à coletiva de imprensa realizada pelo republicano na tarde desta sexta para comentar a decisão.

Em declaração a jornalistas, Trump afirmou que há “métodos ainda mais fortes” à sua disposição para impor novas tarifas comerciais. “Outras saídas serão usadas”, disse, acrescentando que os EUA podem arrecadar “ainda mais dinheiro”. Ele anunciou, então, que recorrerá à Seção 122 — dispositivo da legislação comercial dos EUA que permite ao presidente impor tarifas temporárias — para estabelecer uma nova tarifa global de 10%.

Também afirmou que recorrerá à Seção 301 para abrir investigações sobre práticas comerciais desleais, o que pode resultar em tarifas adicionais.

Além disso, classificou a decisão da Suprema Corte como “vergonhosa” e “terrível”, e disparou contra os ministros do tribunal americano.

“Os ministros que votaram contra as tarifas são uma vergonha para a nossa nação. Nossa Suprema Corte está sendo pressionada por interesses estrangeiros”, afirmou o republicano. A decisão desta sexta-feira atinge principalmente as chamadas tarifas recíprocas, que representam o núcleo da estratégia tarifária do governo. Outras tarifas em vigor, como as aplicadas sobre aço, alumínio e fentanil, continuam valendo.

Por seis votos a três, a maioria dos ministros concluiu que a lei usada pelo governo não autoriza o presidente a criar tarifas por conta própria. Na prática, o entendimento é que Trump extrapolou sua autoridade. O presidente da Corte, John Roberts, foi o relator da decisão, enquanto Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh ficaram vencidos.

No voto vencedor, Roberts afirmou que Trump precisa demonstrar uma “autorização clara do Congresso” para justificar o tarifaço, citando precedente da própria Suprema Corte.

Mais cedo, durante reunião com governadores estaduais, o republicano já havia classificado a decisão como “uma vergonha” e afirmado ter um “plano B” para manter as taxas sobre produtos importados, segundo a agência de notícias Reuters.

Alternativas legais de Trump

O governo Trump já havia indicado que buscaria outros fundamentos legais para impor taxas de importação, como argumentos ligados à segurança nacional ou a práticas comerciais consideradas desleais.

Confira os caminhos legais que o presidente dos EUA pode usar para manter ou reintroduzir tarifas, segundo análises do Goldman Sachs, Deutsche Bank e Panmure Liberum. Algumas dessas alternativas também foram mencionadas no voto dissidente do juiz Brett Kavanaugh.

* Seção 122 da Lei de Comércio: O instrumento utilizado por Trump é uma das opções mais rápidas para o governo. A lei permite aplicar tarifas de até 15% por até seis meses em situações de desequilíbrio nas contas externas ou risco de desvalorização do dólar, sem necessidade de investigação formal. Após esse período, o Congresso precisa aprovar a prorrogação das medidas.

* Seção 301 da Lei de Comércio de 1974: Essa alternativa permite abrir investigações sobre práticas comerciais consideradas desleais por outros países. Se confirmadas, o governo pode impor tarifas sem limite de valor ou duração. O processo, porém, é mais lento, pois exige investigação formal e consulta pública, o que pode levar meses. Trump já utilizou esse instrumento em seu primeiro mandato para taxar importações chinesas, o que levou a uma disputa comercial prolongada entre os dois países.

* Seção 338 da Lei de 1930: Essa lei autoriza tarifas de até 50% contra países que discriminem o comércio dos EUA. Ela nunca foi usada na prática, mas não exige investigação formal, o que poderia torná-la uma via mais rápida do que a Seção 301, embora com limite máximo para as taxas.

* Seção 232 da Lei de Comércio de 1962: Outra possibilidade é usar a lei que permite tarifas por motivos de segurança nacional, já aplicada a produtos como aço, alumínio e automóveis, que seguem taxados. Nesse caso, o governo argumenta que a dependência de importações pode enfraquecer a indústria local e a segurança do país. A aplicação costuma exigir uma investigação conduzida pelo governo, o que torna o processo mais demorado do que o uso de poderes emergenciais. (Com informações do portal de notícias g1)

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Vanderlei Ochoa
20 de fevereiro de 2026 21:52

Bolsa em 190500 pontos. Dólar baixo. Inflação sob controle. Programas sociais garantidos. Exportações superavitarias. Aumento real do salário mínimo. Dívida externa quitada. Reservas cambiais de 370 bilhões de DOLARES. Brasil melhorando a cada dia e a direita golpista tramando contra o povo e contra o país.

Vanderlei Ochoa
20 de fevereiro de 2026 17:01

A vaca foi pro brejo.

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