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Economia Trump diz que “não deixará ninguém atacar o dólar”, como o Brics

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O presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou na quarta-feira (30) sua posição de defesa da moeda do país e firmeza nas negociações comerciais, dizendo que “não deixará ninguém atacar o dólar” como o Brics. A declaração ocorreu enquanto o presidente comentava a imposição de tarifas a Índia que, segundo ele, são relacionadas ao Brics e ao déficit comercial dos EUA.

“Bem, estamos negociando agora, e também tem o Brics, sabe, eles têm o Brics, que é basicamente um grupo de países que são contra os Estados Unidos. E a Índia é membro disso. É um ataque ao dólar, e não vamos deixar ninguém atacar o dólar. Então é parcialmente o Brics, e parcialmente a situação comercial. É um déficit. Tivemos um déficit tremendo”, disse.

Ele também declarou que está “lidando muito bem com a China” e espera um acordo “muito justo” entre os dois países.

As declarações foram feitas durante evento para a assinatura da VA Home Loan Program Reform Act, uma lei que concede alívio a cerca de 61 mil veteranos americanos em risco de perder suas casas por atraso em hipotecas. A legislação autoriza o Departamento de Assuntos dos Veteranos (DeptVetAffairs) a pagar os valores necessários para evitar os despejos.

Início de aplicação das tarifas

Trump ressaltou que o dia 1º de agosto, data prevista para o início de novas tarifas, será “um grande dia para este país” e prometeu que “vocês saberão o que acontecerá com as tarifas à Índia até o fim da semana”.

Também na quarta, Trump assinou decreto que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil, a partir de 6 de agosto.

A lista de itens taxados inclui 694 exceções, como suco de laranja, aviões, castanha, minério de ferro, petróleo, carvão, óleos, madeira e celulose.

Aço e alumínio não constam na lista, porque já haviam sido taxados em 50% com origem de todos os países. Por outro lado, café, cacau, carne e frutas devem ser tarifados.

Tarifas recíprocas

A Casa Branca divulgou nesta noite dessa quinta-feira (31) uma lista de tarifas recíprocas atualizadas para diversos países, incluindo a do Brasil. A destinada ao Brasil foi mantida no porcentual de 10%. A esse porcentual, conforme o tarifaço de quarta-feira, 30, com prazo de sete dias para entrar em vigor, acrescentam-se 40% sobre os produtos não considerados exceções.

Conforme o jornal The New York Times, decreto emitido pela Casa Branca nesta noite de quinta-feira concede um pequeno período de carência para as tarifas, para entrar em vigor à 0h1 do dia 7 de agosto, e não em 1º de agosto como antes previsto. Além disso, mercadorias embarcadas antes dessa data, 7 de agosto, e que entrarem nos Estados Unidos antes de 5 de outubro, também estarão sujeitas à tarifa vigente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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