Domingo, 09 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
16°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Trump diz que Zelensky atrapalha negociações pelo fim da guerra na Ucrânia

Compartilhe esta notícia:

"Está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", acrescentou.

Foto: Reprodução
"Está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", acrescentou Trump. (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (21) que não considera essencial que o ucraniano Volodymyr Zelensky esteja presente nas negociações para tratar do fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.

“Não acho que seja muito importante que ele esteja nas reuniões”, disse Trump em uma entrevista à Fox Radio. “Está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos”, acrescentou.

No início desta semana, autoridades dos Estados Unidos e da Rússia se reuniram na Arábia Saudita para discutir o fim da guerra. A Ucrânia afirmou ter sido excluída do encontro. A crise entre Estados Unidos e Ucrânia piorou nos últimos dias, com Trump e Zelensky trocando acusações. Especialistas em relações internacionais afirmam que o presidente americano tem adotado um discurso pró-Rússia.

Na quarta-feira (19), Trump chamou o presidente ucraniano de “ditador sem eleições” e sugeriu que Zelensky se apressasse para um acordo ou ficaria “sem um país”. No mesmo dia, Zelensky acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou ainda que não poderia vender o próprio país.

A mudança no comportamento dos Estados Unidos — que durante o governo de Joe Biden eram os maiores aliados da Ucrânia — colocaram a Europa em alerta. Só nesta semana, duas reuniões de emergência foram feitas para discutir a guerra e a segurança do continente.

Na visão dos líderes europeus, a aproximação dos Estados Unidos com a Rússia poderia permitir que Moscou conseguisse um acordo favorável, incluindo a conquista definitiva de territórios ucranianos. Isso, segundo eles, criaria um precedente para futuras agressões por parte dos russos.

Diante deste cenário, autoridades da Europa passaram a defender que o bloco tem mais autonomia em termos de segurança e dependa menos dos Estados Unidos.

A guerra de narrativas envolvendo Ucrânia, Rússia, Estados Unidos e Europa expôs os interesses de cada lado:

– Interesses dos EUA: Trump condicionou a ajuda dos EUA à Ucrânia à concessão de direitos sobre as chamadas “terras raras”. Essas regiões ucranianas possuem minerais valiosos, essenciais para a indústria eletrônica. Entre eles estão manganês, urânio, titânio, lítio, minérios de zircônio, além de carvão, gás e petróleo.

Inicialmente, Zelensky havia elaborado um “plano da vitória” que permitia a exploração desses minerais por aliados em solo ucraniano.

Diante da aproximação entre Trump e Putin, Zelensky recusou um acordo proposto pelos EUA sobre as terras raras, já que o governo Trump não forneceu as garantias de segurança necessárias.

Trump também sugeriu que a Ucrânia realize eleições presidenciais. Atualmente, no entanto, o país não pode realizar pleitos devido à Lei Marcial em vigor. Especialistas avaliam que, mesmo sem essa restrição, seria difícil organizar uma eleição em meio à guerra.

– Interesses da Ucrânia: Zelensky busca garantias de que terá de volta todo o território invadido pela Rússia e quer uma paz duradoura. A Ucrânia exige a devolução da Crimeia, anexada ilegalmente em 2014, e a retirada de todas as tropas russas do leste do país. O governo ucraniano também quer ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar composta pelos EUA e países europeus.

No curto prazo, a Ucrânia continua pedindo financiamento e ajuda militar para combater as tropas russas e defender seu território. Em um cenário pós-guerra, é avaliada a presença de tropas europeias para garantir a segurança do país. A Ucrânia também está em processo de adesão à União Europeia.

– Interesses da Rússia: Desde o início da guerra, Putin chamou o conflito de “operação militar” e afirmou que seu objetivo era “desnazificar” a Ucrânia. Na prática, porém, Moscou teme a entrada da Ucrânia na Otan. A Rússia acusa os EUA de não terem cumprido uma promessa feita na década de 1990 de que não expandiriam a aliança militar.

Além disso, o Kremlin deseja manter sua influência histórica sobre a Ucrânia, que fez parte da União Soviética.
A Crimeia é vista como um território estratégico para a Rússia, pois tem uma posição privilegiada no Mar Negro e contribui para a defesa do país.

Em um eventual acordo de paz, a Rússia também quer manter o controle sobre as regiões de Donetsk, Kherson, Luhansk e Zaporizhzhia, áreas ricas em recursos naturais e minerais.

– Interesses da Europa: Para a Europa, a Ucrânia é fundamental para a estabilidade do continente. O temor europeu é que a Rússia possa realizar novos ataques no futuro, caso não seja contida agora. Por isso, uma solução para a guerra é vista como determinante para a segurança do bloco. Diante desse cenário, líderes europeus exigem participação ativa nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.

A postura dos EUA no conflito também levantou debates sobre a necessidade de uma Europa mais autônoma em questões de segurança, já que o continente historicamente depende dos norte-americanos nessa área.

Ao mesmo tempo, a Europa tem uma dependência energética da Rússia, principalmente de gás. No início de 2025, a Ucrânia encerrou o trânsito de gás russo pelo seu território, afetando o fornecimento ao continente.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

7 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Maria Cristina Martins Nocchi
21 de fevereiro de 2025 21:33

Agora os bozolóides piram

Apolônio Chuwats
21 de fevereiro de 2025 21:41

Esse é outro cretino, será que o “LUMPA, LUMPA COR DE LARANJA daria um pedaço dos EUA para acabar um guerra por território com minerais cobiçados? Não! Mas temos aqui no Brasil, sem guerra o Bolsonaro entregou o país aos EUA para lançamento de foguetes, Lule entregou a Amazônia todos filhos da putin.

Vanderlei Ochoa
21 de fevereiro de 2025 22:05

E agora, a direita baba-ovo dotrum, continua acreditando nele? A favor do Putin. Por essa a direita golpista do Brasil não esperava…hahahahahahahahahaha

Vanderlei Stefani
21 de fevereiro de 2025 23:51

Trump mandou as RATAZANAS de extrema direita lamber os pés do Putin.

Denise Goulart de Munhós
22 de fevereiro de 2025 00:07

O Zé Leco tem que ser banido da Ucrânia para o bem dos cidadãos que ainda sobrevivem ao conflito armado e executado pelo globalista Zé Leco.

Vanderlei Stefani
22 de fevereiro de 2025 18:11

🤣🤣🤣🤣🤣

Vanderlei Ochoa
22 de fevereiro de 2025 10:11

O Trump vem para o Brasil salvar o BOLSONARO!!!! VIVA!!!!! Quaquaquaqua

Brasileiros deportados dos Estados Unidos são presos ao aterrissarem no Brasil
Bolsonaro usou cartão corporativo para financiar motociatas, diz o tenente Mauro Cid
Pode te interessar
7
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x