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Economia Turismo brasileiro tem prejuízo de mais de 355 bilhões de reais na pandemia e corta 474 mil empregos formais

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O turismo brasileiro ainda opera bem abaixo da sua capacidade: apenas 48% da possibilidade mensal de geração de receitas. (Foto: Humberto Sales/MTUR)

O setor turístico segue sofrendo prejuízos recordes na queda de receitas. A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) aponta que as perdas sofridas pelo setor já somam R$ 355,2 bilhões desde março de 2020, início da pandemia. Os Estados de São Paulo (R$ 142,6 bilhões) e do Rio de Janeiro (R$ 43,4 bilhões) concentram mais da metade (52%) do prejuízo nacional apurado pelo setor. O turismo brasileiro ainda opera bem abaixo da sua capacidade: apenas 48% da possibilidade mensal de geração de receitas.

O contraste do Turismo com os demais setores da economia torna-se evidente através do nível de ocupação formal. Segundo as estatísticas mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), nos últimos 12 meses encerrados em abril foram eliminados 184,4 mil empregos formais – o equivalente a uma retração de 5,8% na força de trabalho dessas atividades. Desde o início da pandemia, o turismo brasileiro teve que eliminar 474,1 mil postos formais de trabalho no setor (13,5% do estoque de empregos verificados antes da crise sanitária).

O economista da CNC Fabio Bentes, responsável pelo estudo, explica que a entidade vê obstáculos adicionais para o crescimento do segmento. “Diante das restrições à circulação de turistas nacionais e, principalmente, estrangeiros, a expectativa é que um ritmo mais forte somente aconteça no segundo semestre. Por outro lado, como a base comparativa é baixa, já que ano passado houve queda de 36,6% no volume de receitas do setor, apostamos em um avanço de 16,7% para o turismo este ano”, aponta.

Após registrar queda de 23,1% com o recrudescimento da pandemia no mês de março, em abril, esse conjunto de atividades apresentou nova queda (-0,6%). Entre maio de 2020 e fevereiro deste ano, o turismo brasileiro acumulava dez meses sem o registro de taxas negativas.

As dificuldades enfrentadas por um dos segmentos vitais da economia levaram a CNC a pensar em uma ação que proponha mudanças reais e práticas. No próximo dia 22, a entidade lança o projeto Vai Turismo – Rumo ao Futuro, por meio do qual quer sensibilizar autoridades e subsidiar ideias de propostas para as eleições de 2022. Alexandre Sampaio, diretor responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da CNC, explica a iniciativa. “Funcionará como uma consulta pública, envolvendo diferentes atores do trade turístico. Ao final, formulará propostas de políticas públicas que serão entregues aos candidatos nacionais e regionais a cargos do Poder Executivo”, explica. As informações são da CNC.

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