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Economia Inflação: carnes ficam 38% mais caras em 12 meses; veja como economizar

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O preço das carnes continua sendo um dos principais vilões das compras de supermercado. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O preço das carnes continua sendo um dos principais vilões das compras de supermercado, e já acumula alta de 38% em 12 meses, após ter registrado um aumento de 2,24% em maio, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para economizar, o consumidor deve diversificar as fontes de proteína e dar preferência às carnes de segunda, que também ficaram mais caras, mas são mais baratas. E, cozidas da maneira certa, podem resultar em pratos saborosos.

“Todos os cortes de bovinos têm o seu valor e são próprios para tipos diferentes de prato. E, por incrível que pareça, as carnes de segunda, com mais gordura, são as que têm registrado o maior aumento de preços, por causa da exportação”, explica André Braz, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV.

Entre as chamadas carnes de segunda estão cortes como o acém e o músculo, além da costela e da fraldinha. Por serem mais duras, essas carnes são mais indicadas para pratos cozidos ou assados lentamente.

A carne moída, de acém ou patinho, também é uma solução eficiente, principalmente se for misturada a vegetais ricos em proteína, como ervilha e brócolis, que ajudam a carne a render mais e deixar a refeição ainda mais nutritiva.

Se for fazer bife, a nutricionista Vanessa Suaid recomenda cortar a carne na transversal em relação às fibras e usar chapas ou frigideiras de alumínio ou ferro, sem antiaderente. O ideal é que sejam bifes finos, que possam ser grelhados mais rápido, sem perder o líquido interno.

Outras opções bovinas mais em conta são o fígado, a língua e a rabada, ricos em nutrientes.

Para Vanessa, é importante variar as fontes de proteína, já que cada alimento possui nutrientes diferentes.

“No ovo, por exemplo, encontramos maior concentração de colina (vitamina do complexo B), diferentemente da carne vermelha ou frango. A carne suína também é rica em nutrientes e é uma importante fonte de vitamina B6, que ajuda o organismo a metabolizar a proteína e os carboidratos e a produzir energia durante os exercícios, por exemplo. Já o frango é uma excelente fonte de ferro, fósforo, cobre, zinco, manganês e selênio, benéfico para a saúde da tireoide.”

Entre opções mais baratas estão o carré de porco e a sobrecoxa de frango, que tem um valor mais baixo do que o peito. Comprar o frango inteiro também é uma forma de economizar.

Aves e ovos registraram alta de 13,66% em 12 meses.

Os pescados, por sua vez, registraram queda de 1,11% nos preços em maio, em relação ao mês anterior. Em 12 meses, a alta foi de apenas 2,15%, abaixo da média da inflação no país.

Sardinha, cavalinha e trilha tendem a ser opções mais baratas.

Já entre as fontes vegetais de proteínas, Vanessa sugere a tradicional combinação de arroz e feijão, além de nozes e soja.

“A soja é única, porque contém todos os aminoácidos de que precisamos, assim como a carne. Outros bons vegetais para fornecer proteínas são as leguminosas, como feijão, grão de bico e lentilha. O resultado pode ser ainda melhor se elas foram combinadas na mesma refeição. Quando a gente ingere os dois, não tem diferença entre consumir isso ou carne para a ingestão de proteínas.” As informações são do jornal O Globo.

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