Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2015
Passado um ano da abertura da Copa do Mundo no Brasil, os estádios, anunciados como o principal legado esportivo para o País, tornaram-se uma dor de cabeça para clubes, governos e concessionárias. Oito dos 12 estádios construídos ou reformados para o Mundial são deficitários. Acumularam em 2014 prejuízo superior a 126 milhões de reais.
Segundo levantamento realizado pelo jornal Folha de S.Paulo, a Arena da Baixada (PR), a Arena Pernambuco, a Arena Pantanal (MT) e o Maracanã fecharam o ano de 2014 no vermelho. Também ficaram no prejuízo Fonte Nova (BA), Mané Garrincha (DF), Arena da Amazônia e Castelão (CE).
E os oito estádios seguem com dificuldades para se viabilizar financeiramente. Só Itaquerão (SP), Mineirão (MG), Beira-Rio e Arena das Dunas (RN) tiveram lucro. A arena corintiana, porém, ainda não começou a ser paga. O estádio com a situação mais crítica é o Maracanã, que registrou 77,2 milhões de reais de prejuízo em 2014 – no ano anterior, primeira temporada após a reforma, o rombo foi de 48,3 milhões de reais.
Segundo especialistas, uma equação envolvendo a baixa qualidade dos jogos, os horários das partidas (muitas vezes, às 22h) e o alto custo de operação dos equipamentos modernos do estádios explica esse déficit. (Folhapress)
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