Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de dezembro de 2018
Passar muito tempo no espaço não faz nada bem ao corpo humano. Isso é o que mostra o vídeo divulgado pelo astronauta A.J. (Drew) Feustel via Twitter, em que ele tem sérias dificuldades em caminhar depois de voltar de uma missão na Estação Espacial Internacional (ISS).
Ele publicou o post comemorando a volta da Soyuz-MS09 à Terra, que trouxe três astronautas em pouso recente. Na publicação ele diz: “Bem-vinda #SoyuzMS09! Em 5 de outubro, era assim que eu andava com olhos fechados e braços cruzados depois de 197 dias na ISS durante os testes de campo… eu espero que os recém-chegados se sintam muito melhor”. O grupo que acaba de retornar da ISS passou 200 dias na Estação.
Os astronautas perdem força muscular por conta da falta de gravidade. Como na ISS não é preciso sustentar o próprio corpo, já que eles se mantêm quase que em constante levitação, parte dos músculos de sustento e apoio, além de ossos, acabam se tornando mais fracos.
Por este motivo, todo o grupo que está na ISS precisa fazer exercícios programados por pelo menos duas horas. Com isso, é possível perceber que aquelas imagens, em filmes de ficção glamourosos e heróicos de astronautas voltando em slow motion para fora de suas naves, está bem longe da realidade.
Marte
Nem os próprios astronautas acreditam que enviar o homem para Marte seja lá uma boa ideia. Isso é o que revela Bill Anders, piloto do módulo lunar da Apollo 8, também considerado o primeiro ser humano a deixar a órbita terrestre em uma nave espacial. Em entrevista para o programa Radio 5 Live da BBC, ele considerou a ideia de missões tripuladas para Marte como “quase ridícula”.
Aos 85 anos, ele se diz um apoiador de projetos da Nasa, sobretudo aqueles que podem ser um novo marco para a o ser humano. Contudo, ele ainda não vê motivos para chegar tão longe.
“Qual é a necessidade? O que está nos levando a ir para Marte? Eu não acho que haja interesse público”, disse na entrevista.
Contudo, a Agência tem objetivos muito claros: estudar de forma mais próxima sobre o solo do planeta e buscar responder se há possibilidade de vida complexa por lá. Além disso, segundo comunicado da Nasa, a proposta também é trabalhar com “parceiros internacionais e comerciais para expandir a presença humana no espaço e trazer novas tecnologias e oportunidades”
Atualmente, a Nasa tem estudado missões para a Lua com o objetivo de transformar o satélite terrestre em uma base de lançamento para Marte. A Agência só conseguiu mandar satélites e rovers para o Planeta Vermelho até agora.
Anders foi enviado com outros dois astronautas para a órbita terrestre em 1968, quando havia ainda a necessidade de corrida espacial, de acordo com ele. O grupo passou 20 horas em um voo de 10 voltas em torno da Lua até voltar ao solo terrestre, sete meses antes da chegada oficial do homem ao nosso satélite natural.
Ele ainda é um grande crítico sobre os avanços da Nasa nos últimos anos e os esforços de levar o ser humano para o espaço, sendo que há máquinas muito mais potentes para isso. “Eu acho que as cápsulas espaciais são um grande equívoco. Isso dificilmente foi algo [que deu certo], exceto por ter um lançamento excitante, mas nunca chegou ao que prometeu”, critica.
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