Sábado, 02 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 7 de outubro de 2019
Um australiano criou um robô que faz selfies. A ideia, em si, parece estranha. A palavra selfie vem do inglês self, “a própria pessoa”. Ou seja, é uma foto que alguém tira dele mesmo, sem ajuda de ninguém. Mas, para que cansar o braço esticando o celular se agora uma máquina pode fazer isso?
O Selfiebot é, na verdade, uma câmera elevada que tira fotos e as imprime na hora. E o que o difere de, sei lá, uma daquelas cabines de fotos 3×4? O robô anda sozinho. Além disso, ele vem com um ring light para melhorar a iluminação e um tablet. O robô foi criado em 2017 por Enrico Penzo e está sendo usado utlizado em feiras e eventos.
O Selfiebot interage com o público tanto conversando, utilizando tecnologia de Inteligência Artificial, como tirando fotos e fazendo vídeos. Além de imprimir as fotos, o robô também as envia por e-mail ou SMS. Também é possível customizar as fotos ou fazer gifs animados.
“O Selfiebot é uma solução para a falta de mobilidade nas cabines de fotos tradicionais e evita interações desagradáveis entre fotógrafo e convidados em eventos públicos”, escreveu Penzo, criador do robô, em seu blog. Existem atualmente dez robôs disponíveis para serem alugados na Austrália, Itália, Alemanha, México, Singapura, Reino Unido e Estados Unidos.
Toyota
O TRI (Toyota Research Institute) está utilizando realidade virtual no treinamento de robôs para o auxílio em atividades domésticas. A proposta é oferecer uma qualidade de vida melhor aos idosos, que podem ter dificuldades na realização de algumas tarefas dentro de casa. O projeto visa um conhecimento de robótica compartilhado, o que significa que, após um robô aprender um comando, ele ensina ao resto da frota.
O sistema de treinamento em realidade virtual permite aos humanos enxergarem o mesmo que o robô, em tempo real e em 3D, a partir de seus sensores e câmeras. Os robôs são instruídos a realizar tarefas arbitrárias com uma variedade de objetos, como segurar uma alça, por exemplo. Assim, eles não precisam de um mapa completo da casa em que estão, somente de comandos de reconhecimento para realizar as funções indicadas.
“Operar e navegar em ambientes domésticos é muito desafiador para os robôs. Cada casa é única, com uma combinação diferente de objetos em configurações distintas que mudam com o tempo”, disse o TRI em comunicado. Para abordar essa diversidade, ensinamos o robô a executar tarefas arbitrárias com uma variedade de objetos, em vez de programá-lo para executar tarefas predefinidas. Assim, quando o robô vê um objeto ou cenário específico novamente, mesmo que a cena tenha mudado um pouco, ele sabe quais ações podem ser tomadas”.
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