Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Artes Visuais Um brasileiro achou um retrato de Michelangelo escondido em uma obra de arte

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O teto da Capela Sistina é constituído por um extenso afresco, concebido por Michelangelo entre 1508 e 1512. (Foto: Reprodução)

O arista italiano Michelangelo (1475-1564), um dos ícones do Renascimento, pode ter escondido uma caricatura sua no esboço de um retrato de sua amiga Vittoria Colonna, feito em 1525 e atualmente conservado no British Museum, em Londres. Entre os traços da figura feminina de Colonna, é possível identificar, após um atenta análise, o desenho da silhueta de um homem pintando.

A constatação foi publicada na revista ‘Clinical Anatomy’, pelo professor brasileiro Deivis de Campos, da Universidade Federal de Ciências da Saúde, de Porto Alegre (RS). A caricatura de Michelangelo é semelhante ao autorretrato que o artista desenhou em 1509, ao lado de uma obra dedicada ao amigo Giovanni de Pistoia. Nessa obra, o artista se desenhou de pé, pintando a Capela Sistina, no Vaticano.

De acordo com Deivis de Campos, o autorretrato pode ser um tipo de “assinatura” de Michelangelo, além de ser capaz de fornecer indícios valiosos sobre sua capacidade física e condições de saúde em cada época. O pesquisador, que atua há anos sobre a obra de Michelangelo, constatou também, em 2017, símbolos pagãos que aludem à anatomia do aparato reprodutivo feminino na Capela dos Medice, em Florença.

Casa

Viver na região da Toscana, na Itália, é o sonho de muita gente. Ainda mais se for pra fixar residência em uma propriedade histórica cujo ex-morador mais famoso foi o artista italiano Michelangelo di Lodovico Buonarroti Simoni. Conhecida como Villa Michelangelo, uma fazenda com dez quartos e sete banheiros localizada na pitoresca Castellina in Chianti, uma comuna entre Florença e Siena, que foi colocada à venda recentemente por € 7,5 milhões (R$ 30 milhões).

O autor do teto da Capela Sistina a comprou em 1549, algumas décadas depois de ter finalizado sua obra mais famosa. Os herdeiros de Michelangelo, os Buonarroti, mantiveram a vila por mais de 300 anos, até que ela finalmente foi comprada por outra família de lá. Aos interessados, vale dizer que o pied-à-terre foi restaurado pelo dono atual a fim de resgatar sua rica história e a venda inclui até os documentos originais referentes à sua posse de terras.

Uma vista das mais privilegiadas da Toscana e dos ciprestes que adornam a região italiana também estão incluídos no pacote. Por falar em Michelangelo, a exposição “Michelangelo: Divine Draftsman and Designer”, inaugurada no MET (Metropolitan Museum) de Nova York (EUA) em novembro de 2017 e encerrada recentemente, atraiu mais de 700 mil visitantes e tirou a exposição “Savage Beauty”, sobre Alexander McQueen, do posto de décima mais visitada do museu nova-iorquino.

Em tempo: por apenas 740 visitantes a mostra de Michelangelo não bateu uma sobre Pablo Picasso organizada pelo MET em 2010. E antes que perguntem, o recorde de público do museu até hoje é “Treasures of Tutankhamen”, que durou entre 1978 e 1979 e foi vista por nada menos que 1,4 milhão de pessoas.

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