Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de agosto de 2017
Um enfermeiro alemão, já condenado à prisão perpétua em 2015 por matar dois pacientes e por tentar matar outros dois em uma clínica em Delmenhorst, na Baixa Saxônia, foi acusado nesta segunda-feira (28) de assassinar pelo menos outras 84 pessoas entre 2000 e 2005 utilizando doses excessivas de remédios para o coração.
Niels Högel, 40 anos, foi preso em fevereiro de 2015 pelo assassinato de dois pacientes que estavam na UTI no hospital de Delmenhorst, e por tentativa de assassinato de outros dois pacientes na clínica. Mas em junho de 2016, os investigadores alemães haviam adicionado outros nomes à lista de pacientes mortos por Högel, chegando até 33 pessoas. Um número que foi atualizado para 43, e agora para 84 mortes.
As novas revelações provêm de inquéritos que nunca tinham chegado à uma conclusão, além da análise de centenas de registros clínicos de hospitais onde Högel atuou. O chefe da polícia local, Johann Kuehme, afirmou que as autoridades têm provas de pelo menos 84 outros assassinatos após realizar autópsias nos cadáveres. Entretanto, as vítimas poderiam ser mais, porque alguns ex-pacientes foram cremados.
Merkel pede novo mandato
A chanceler Angela Merkel disse hoje que quer continuar a governar a Alemanha para ajudar a melhorar a riqueza e a segurança de seus 82 milhões de habitantes, e promover a solidariedade entre todas as partes da sociedade.
Merkel trabalha para conseguir um quarto mandato como chanceler em uma eleição nacional marcada para o dia 24 de setembro. Em entrevista à emissora publica da TV, a chanceler disse que também quer melhorar as escolas e a educação, e pressionar por mais automóveis elétricos.
O principal adversário de Merkel também deu entrevista a outra rede de TV. O líder do Partido Social Democrata, Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu até janeiro, prometeu investir mais dinheiro na educação como chanceler.
Na entrevista, Schulz acusou Merkel de ser distante e separada do público alemão. Merkel, em uma referência rara a seu adversário, rejeitou a caracterização e disse que quer “continuar servindo o bem-estar do povo alemão”.
Schulz, de 61 anos, está atrás de Merkel, de 63 anos, nas pesquisas, e com a Alemanha desfrutando de desemprego recorde, um orçamento equilibrado e uma economia forte, enfrenta uma batalha árdua para derrotá-la.
Os resultados mais recentes da pesquisa, lançados na sexta-feira pela agência Emnid, mostraram os social-democratas de Schulz com 23% das intenções de voto, enquanto o bloco conservador da Merkel tem 38%.
A estratégia de campanha de Merkel tem sido principalmente ignorar Schulz. A plataforma do seu partido da União Democrata Cristã está focada mais em Merkel como pessoa do que em questões urgentes.
Grandes cartazes de campanha mostram uma sorridente Merkel em frente ao preto, vermelho e amarelo da bandeira alemã com o slogan: “Para uma Alemanha na qual gostamos de viver e viver bem”.
O chanceler e Schulz devem participar de um debate televisionado em 3 de setembro, o único da campanha eleitoral. Fonte: Dow Jones Newswires. (AG/AE)