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Mundo Um estudo diz que metade da população do Reino Unido pode já ter tido a doença ocasionada pela infecção por coronavírus

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Média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 17.313, variação de -1%. (Foto: Reprodução)

Um estudo conduzido na conceituada Universidade de Oxford, da Inglaterra, indica que metade da população do Reino Unido pode já ter sido contaminada pelo novo coronavírus. Jornais como o “Financial Times” deram destaque à pesquisa.

O modelo mostra que a grande maioria das pessoas tem sintomas fracos ou nenhum sintoma com a doença Covid-19, causada pelo vírus. Ou seja, a cada 1.000 pacientes infectados, só um ficaria doente o suficiente para procurar ajuda médica.

Sunetra Gupta, professora de epidemiologia teórica em Oxford, liderou o estudo em questão. “Nós precisamos urgentemente aumentar a quantidade de testes feitos na população e realizar pesquisas sobre anticorpos para determinar em que estágio da epidemia estamos”, explicou.

Os primeiros indícios de transmissão no Reino Unido foram registrados no fim de fevereiro, mas este estudo indica que o novo coronavírus pode ter chegado por lá na metade de janeiro; porém, como a maioria das enfermidades novas, ele teria se espalhado por mais de um mês, silenciosamente e sem sintomas, até ser detectado.

O estudo é baseado no comportamento do vírus no Reino Unido e na Itália, país que mais sofreu até agora com o número de casos confirmados e mortes. A professora deixa claro que a quarentena anunciada ontem pelo primeiro-ministro Boris Johnson, que durará três semanas, deve ser vista como um bom caminho mesmo se sua tese estiver correta.

Afinal, mesmo considerando a teoria de que metade da população pode já ter tido o vírus, o distanciamento social seria a melhor forma de evitar que se espalhe ainda mais — já que ainda não há evidências concretas que constem imunidade adquirida.

Sunetra Gupta e os outros estudiosos de Oxford estão trabalhando em parceria com pesquisadores das universidades de Cambridge e Kent para testar o desenvolvimento de anticorpos na população. A ideia é verificar se há alguma possibilidade de imunidade.

Quarentena

Nesta semana, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, determinou que os britânicos fiquem em casa para tentar impedir a propagação do novo coronavírus, e anunciou o fechamento de estabelecimentos não essenciais, dizendo que as pessoas não devem se encontrar com amigos ou familiares. Ele alertou que serão aplicadas multas a quem desrespeitar as regras.

As mortes pelo coronavírus no Reino Unido saltaram para 335 na segunda-feira (23), quando o governo disse que os militares ajudarão a enviar milhões de equipamentos de proteção individual, incluindo máscaras, para profissionais de saúde que se queixaram de escassez.

“Preciso dar ao povo britânico uma instrução muito simples: você precisa ficar em casa”, disse Johnson em um discurso televisionado à nação, substituindo sua habitual entrevista coletiva diária.

Johnson disse que as pessoas só poderão deixar suas casas para comprar produtos de necessidade básica, exercitar-se, atender a necessidades médicas, prestar assistência ou ir para o trabalho onde for absolutamente necessário.

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