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Notícias Um robô desenvolvido por estudantes brasileiros é o único representante do nosso País em uma competição mundial no Canadá

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Sakura, como foi nomeada, é de Uberlândia. (Foto: Reprodução)

Um robô construído pela Edrom (Equipe de Desenvolvimento em Robótica Móvel da Faculdade de Engenharia Mecânica), da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), representará o Brasil na competição mundial de robótica. Sakura, como foi nomeada, está entre os nove melhores do mundo.

O professor e tutor do projeto é Rogério Sales Gonçalves. Ele contou como Sakura foi desenvolvida e quais são as expectativas para a competição. “É importante dizer que antes de Canadá, Sakura já venceu grandes batalhas para estar entre os nove melhores do mundo”.

O professor destacou ainda que Sakura é o único robô brasileiro a participar da Robocup 2018, competição robótica considerada a Copa do Mundo para robôs que acontecerá entre os dias 16 e 22 de junho, em Montreal, no Canadá. De Uberlândia, quatro alunos irão para o país competir com Sakura, que é um robô humanoide e está na fase de ajustes finais. Ela competirá na categoria Humanoid League Teen Size e o torneio coloca robôs autônomos construídos para jogar partidas de futebol.

“Nós temos as melhores expectativas possíveis para esta competição, de chegar à final e até mesmo ganhar a competição. Estamos ensinando a Sakura a andar, fazendo a implementação dos movimentos para ela jogar. Ela é um robô autônomo, com inteligência artificial, e deve ter movimentos similares aos dos humanos”.

Quando o professor se refere a robô autônomo, quer dizer que ele define os próprios movimentos, sem a necessidade de controle remoto para controlá-la na partida.

Rogério também explicou sobre a escolha do nome do robô que representará o Brasil. “Na equipe temos mais mulheres que homens, então é uma brincadeira nossa, que todo robô que criarmos será uma menina, e com a Sakura não foi diferente”.

O robô está sendo desenvolvido por cerca de 13 alunos e orientado pelo professor há cerca de um ano. Rogério afirmou ainda que a pretensão da equipe é ter um time de robôs humanoides até 2050.

A construção de um robô humanoide pode chegar até R$ 100 mil, como é o caso de Sakura por se tratar de um material importado com custo alto.

O projeto é custeado por recursos da universidade e na última semana a prefeitura de Uberlândia passou a apoiar o projeto como estímulo às iniciativas de inovação e tecnologia na cidade. Também conta com o auxílio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e de patrocínio de empresas de tecnologia.

Robocup

A Robocup 2018 Montreal, organizada pela Robocup Federation, é uma iniciativa científica e tem como objetivo promover avanços na arte da inteligência robótica. Quando foi fundada, em 1997, a missão original era criar um time de robôs capaz de ganhar uma partida de futebol contra o time de humanos campeões da Copa do Mundo de 2050.

Hoje, a federação continua mantendo esse sonho, porém reconhece que é necessário que as tecnologias em inteligência artificial demandem muita dedicação, pesquisa e trabalho. Na competição desse ano, participarão 35 países, envolvendo aproximadamente 4000 humanos e 5000 robôs no evento.

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