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Geral Uma a cada três menções sobre a catástrofe no RS é motivada por uma fake news

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Campanha deliberada de desinformação prejudica ações humanitárias como resgates e entrega de donativos. (Foto: EBC)

Marco Ruediger, diretor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação (ECMI) da FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta um dado impressionante: uma em cada três menções coletadas nas redes sociais sobre as chuvas que castigam o Rio Grande do Sul serviu para rebater, promover ou comentar sobre o fluxo de notícias falsas na web.

“Ou seja: todos os muitos problemas sociais e econômicos relativos às enchentes, como a resiliência climática, os prejuízos econômicos e a falta de infraestrutura do país, acabaram em segundo plano, atropelados pela briga de cão e gato da internet.”

Desinformação

O governo federal decidiu jogar duro contra os criadores e propagadores de fake news sobre a tragédia climática no Rio Grande do Sul. A reação é motivada pela constatação da existência de uma campanha deliberada de desinformação que prejudica ações humanitárias como resgates, entrega de donativos e até a cobertura pela imprensa – incluindo episódios de hostilização a repórteres.

Uma equipe foi criada recentemente para analisar as mentiras que tem circulando em redes sociais e aplicativos de mensagens como o whatsapp. Em outra frente, o advogado-geral da União, Jorge Messias, reuniu-se com administradores de redes sociais para que as plataformas se engajem em um esforço contra as notícias falsas.

Integrantes do Poder Executivo perceberam uma ação coordenada na divulgação de fake news, a fim de desgastar o governo federal e dificultar as ações de salvamento e reconstrução. Influenciadores e políticos que disseminam conteúdos falsos têm sido monitorados – eles continuam agindo livremente e, quando interpelados, alegam “censura”.

Um deles é o influenciador digital e pretenso comediante Pablo Marçal, contra o qual a Advocacia-Geral da União (AGU) moveu ação judicial com pedido de resposta na rede que administra em razão de postagens com informações falsas sobre a atuação das Forças Armadas no auxílio à população gaúcha.

Ele não apenas acusou os militares de inércia na tragédia, como disse em umas das suas apresentações que a Receita Estadual gaúcha estaria barrando caminhões carregados de donativos por não terem nota fiscal — conteúdo compartilhado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

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